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Uma nação corrompida ou corrupta?

Enquanto isso, a Nação aguarda que o Presidente Lula abra ao conhecimento público os “gastos”

26/06/202610:16Atualizado

Ao querido mano Jeferson Góes

Foto  Uma nação corrompida ou corrupta?
Foto: Gerado por IA

A intensidade com que a corrupção vem campeando no Brasil do Século XXI é tamanha que cresce, cada vez mais, nos lares e nos bares, as discussões sobre se somos, apenas, tolerantes com os reiterados assaltos ao Erário ou, o que é de suma gravidade, se já nos tornamos um povo, essencialmente, corrupto. Reconheça-se, de plano, que não foi o PT o inventor da corrupção em nosso País, do mesmo modo que é imperioso reconhecer que o PT é o campeão isolado no aperfeiçoamento das práticas mais gravemente delituosas contra a bolsa popular.

Com efeito, o estágio a que chegamos, em matéria de assalto ao Erário, é a mais importante contribuição de um partido político que cresceu graças a práticas que asseguram à maioria populacional do País viver abaixo da linha da pobreza, como estratégia assecuratória de seu predomínio eleitoral. Para quem duvidar, comparem-se os mais conhecidos episódios de corrupção de nossa história republicana com os ocorridos durante os governos petistas, notadamente os casos do Mensalão, da Lava Jato e, agora, a rapinagem do Banco Master, envolvendo gregos e baianos, sob a batuta do Presidente Lula, de vários dos seus ministros e de personalidades exponenciais do Legislativo e do Judiciário. Quando, finalmente, se tornarem conhecidas as datas em que Lula recebeu, em Palácio, o banqueiro Daniel Vorcaro, fora da agenda oficial,(por que terá sido?) o Brasil ficará sabendo quando foi dada a largada para a efetivação do grosso da marmelada que envolveu tanta gente da cúpula dos três poderes. Num país minimamente sério, juízes tão ostensivamente envolvidos com a mais descarada prática de advocacia administrativa, como ocorre com ministros da Suprema Corte, já teriam se afastado do seu sagrado ofício, assim permanecendo até à conclusão do processo decisório de sua culpa ou inocência. Ao contrário, disso, continuam eles insultando o que resta de dignidade de nossa infeliz nação, condenando a longas penas pessoas dos mais diferentes naipes sociais diante de cujas biografias eles, os julgadores, não passam de bandidos de baixa estirpe.

Enquanto isso, a Nação aguarda que o Presidente Lula abra ao conhecimento público os “gastos” com seu cartão corporativo, submetido a um segredo secular imposto por ele mesmo (que imoralidade!), cujos dispêndios estima-se já haverem ultrapassado a casa dos 100 milhões de Reais, quando se sabe que todas as suas despesas são pagas pelo próprio Palácio. Além disso, o Brasil precisa conhecer a dimensão do assalto contra os pobres aposentados do INSS praticado pelo filho Lulinha e pelo irmão Frei Chico. Por que Lula tanto lutou e luta para que ambos não sejam ouvidos? Quanta vergonha!

O “sistema” (conjunto de forças que se mobilizam para assegurar um determinado status quo que protege os privilégios dos grupos dominantes) conta com a passagem do tempo como aliado para que essas questões caiam no olvido da patuleia ignara, facilmente manobrável com os apelos-manobras de pão e circo, até a chegada das eleições. Acontece que os fatos são teimosos, como tanto advertia Miss Marple, a velhinha detetive criada por Agatha Christie. O Destino colocou o Ministro André Mendonça numa posição de marcante relevo, suficiente para assegurar um inquérito decente do rumoroso caso Master, de nada adiantando as provocações do clamoroso Ministro Gilmar Mendes para tirá-lo do sério.

Com a presença assegurada na história como o ministro do STF mais escrachado pelos próprios colegas, em todos os tempos, Gilmar Mendes, ao provocar, gratuitamente, o seu colega André Mendonça, preenche os requisitos para também sofrer, já no próximo ano, vexatório processo de impeachment.

Que Deus seja louvado!

Joaci Góes

Joaci Goés é advogado, jornalista e empresário, além de ter sido deputado federal pela Bahia entre 87 e 91. Também ocupa o cargo de diretor da Associação Comercial da Bahia e sócio do Instituto Genealógico da Bahia.