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O começo do fim da quadrilha no poder

08/09/2026 • 16:32

Como os analistas mais experientes de nossa cena  política previram, o Ministro do STF André Mendonça, escolheria o momento certo para liberar o mar de lama que encontraria nos inquéritos que preside sobre os roubos do INSS e a liquidação do Banco Master que comprou a aparente dignidade de meio mundo da cúpula dos Três Poderes. 

Foto O começo do fim da quadrilha no poder
Foto: Arquivo pessoal
   Depois de revelar o envolvimento, até às fuças, de Lulinha e de Marcola, respectivamente, filho mais velho do Presidente Lula e seu secretário particular, André Mendonça assoalhou, com detalhes proustianos, em relatório de 208 páginas, os sólidos vínculos societários entre André Vorcaro, Presidente controlador do Banco Master, e o todo poderoso Ministro da Suprema Corte, Alexandre de Moraes, que usou o nome da esposa como testa de ferro para embolsar R$129.600.000,00 (Cento e vinte e nove milhões e seiscentos mil Reais), pagos em 36 parcelas mensais de R$3.600.000,00 (Três milhões e seiscentos mil Reais).
 
Até onde se sabe, defrontamo-nos com a mais avultada quantia já paga no Mundo, para uma assessoria do gênero, com a espantosa singularidade de que não se tratou, como alegado pelo escritório da esposa do Ministro Moraes, de um contrato advocatício, mas de uma assessoria técnico-financeira, uma vez que o pundonor ético da esposa de Alexandre de Moraes a impedia de advogar numa Corte de Justiça onde o seu esposo ministro atuava.
 
 É tanta grandeza que corta o coração! Os detalhes que a grande mídia trouxe ao conhecimento público, com luminosidade solar, deixam claro que o verdadeiro trabalho do Ministro Moraes consistia em dar cobertura jurídica e operacional às atividades do Banco Master, bem como municiar o seu Presidente com informações privilegiadas, na esfera dos Três Poderes, inclusive a cobertura necessária a uma eventual fuga para o exterior. Advocacia administrativa de tal nível latrinário não se conhece na crônica de nosso País, transformado, do modo mais intenso, em República de Bananas, no atual Governo.

O Ministro André Mendonça encaminhou ao pleno da Suprema Corte o pedido de aprofundamento das investigações sobre a delituosa atuação de Alexandre de Moraes, matéria de interesse que ultrapassa as fronteiras nacionais. A evocação das punições, consideradas por muitos excessivas, comandadas, por Alexandre de Moraes contra os baderneiros de 08 de janeiro tem dado grande atualidade ao preceito bíblico que ensina: Quem com ferro fere, com ferro será ferido. O mais provável desfecho será a renúncia de Alexandre de Morais, para evitar uma defenestração inédita e humilhante pelos seus pares.

 

As opiniões e comentários expressos pelos colunistas são de sua inteira responsabilidade e não refletem, necessariamente, a opinião ou posicionamento desta empresa.

Joaci Góes

Joaci Goés é advogado, jornalista e empresário, além de ter sido deputado federal pela Bahia entre 87 e 91. Também ocupa o cargo de diretor da Associação Comercial da Bahia e sócio do Instituto Genealógico da Bahia.