Logo

OAB-BA celebra conquista histórica do CNJ no programa Direito ao Ponto

Decisão garante maior transparência nos Juizados Especiais da Bahia

Por: Redação

12/03/202617:18Atualizado

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) destacou uma vitória considerada histórica no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) durante o episódio do programa Direito ao Ponto desta quinta-feira (12). A decisão, obtida após mais de três anos de atuação institucional, trouxe mudanças importantes para o funcionamento das Turmas Recursais dos Juizados Especiais na Bahia.

Foto OAB-BA celebra conquista histórica do CNJ no programa Direito ao Ponto
Foto: ASCOM/ OAB-Ba

O episódio foi apresentado pelo comunicador Luiz Ganem e contou com a participação do procurador-geral da OAB-BA, Rafael Matos, e do presidente da Comissão de Juizados Especiais da seccional, Rod Macedo. Durante o programa, eles explicaram os impactos da decisão para a advocacia e para a sociedade.

A vitória foi resultado de procedimentos de controle administrativo (PCAs) apresentados pela Procuradoria da OAB-BA no CNJ. O plenário do conselho deu provimento parcial aos pedidos da entidade, reconhecendo problemas em normas que restringiam direitos da advocacia nos juizados.

 

Leia mais:
Vorcaro mandou R$ 700 milhões para paraíso fiscal; saiba mais
Clientes acionam Justiça após bloqueios de contas no Nubank
Senado tenta reverter no STF suspensão de quebra de sigilo de Lulinha

 

Segundo Rafael Matos, uma das principais discussões envolvia uma resolução que ficou conhecida entre advogados como “mordaça”. “Houve um movimento muito grande da advocacia e um trabalho intenso da Comissão de Juizados Especiais”, afirmou.

 

Entre os principais questionamentos da OAB-BA estavam:

  • Limitação da sustentação oral: normas das Turmas Recursais restringiam ou impediam que advogados realizassem sustentação oral em determinados julgamentos.
  • Ampliação das decisões monocráticas: uma resolução publicada em 2021 ampliou a possibilidade de magistrados decidirem processos individualmente, reduzindo o julgamento colegiado.
  • Falta de critérios claros para decisões individuais: segundo a entidade, não havia parâmetros definidos para orientar quando as decisões monocráticas deveriam ser adotadas.
  • Recursos sem inclusão em pauta: instrumentos como embargos de declaração e agravos internos deixavam de ser incluídos em pauta de julgamento.
  • Prejuízo à transparência: a ausência de pauta e a realização de julgamentos eletrônicos sem participação da advocacia poderiam comprometer a publicidade dos atos processuais.

Apesar da decisão já estar em vigor, Rod ressaltou que ainda há desafios para a plena 
implementação das mudanças com base na realização de “diálogos institucionais e levando ao conhecimento da nova direção do Tribunal de Justiça da Bahia o contexto atual”.

 

Direito ao Ponto

O episódio completo do Direito ao Ponto aprofunda a discussão sobre a decisão do CNJ e seus impactos no funcionamento dos Juizados Especiais, além de destacar o papel da atuação institucional da OAB-BA na defesa das prerrogativas da advocacia e na promoção da transparência no sistema de Justiça.

 

Assista o programa completo: