Acusado de matar Mãe Bernadete será julgado três anos após crime
Josevan Dionísio é apontado como um dos executores da líder quilombola
Por: Redação
18/08/2026 • 11:30 • Atualizado
O terceiro acusado de envolvimento na morte da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete, será levado a júri popular em 13 de outubro, às 8h, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. O julgamento ocorre três anos após o assassinato, cometido em agosto de 2023, na comunidade quilombola Pitanga dos Palmares, em Simões Filho.
Josevan Dionísio dos Santos, conhecido como “BZ” ou “Buzuim”, é apontado pelo Ministério Público como um dos executores. Advogado da família da vítima, Hédio Silva afirma que as provas reunidas são suficientes para uma condenação. “Ele foi o segundo executor. Ele atirou várias vezes. Temos prova testemunhal, prova pericial, além da arma utilizada no crime”, declarou. A defesa pretende pedir a pena máxima, de 40 anos.
A denúncia aponta homicídio qualificado pelo emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. O processo foi transferido de Simões Filho para Salvador após decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que determinou o desaforamento do caso. A decisão se tornou definitiva em maio deste ano.
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Mãe Bernadete tinha 72 anos quando foi assassinada a tiros dentro da sede da associação quilombola. Segundo a acusação, sua atuação na defesa do território e contra a expansão do tráfico na região contrariava interesses de uma organização criminosa. Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos já foram julgados e condenados; Marílio, apontado como mandante, morreu posteriormente durante uma operação policial.
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