PF leva sete meses para entregar dados de Lulinha a Mendonça
Demora aumentou tensão entre ministro do STF e cúpula da corporação
Por: Redação
19/08/2026 • 16:30
Mais de sete meses se passaram entre a determinação do ministro André Mendonça para quebrar os sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o envio das informações pela Polícia Federal. Os dados fazem parte da investigação sobre suspeitas de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS, conduzida sob relatoria de Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF).
O intervalo entre a ordem judicial e o recebimento dos documentos agravou o atrito entre o ministro e a PF. Além da demora, Mendonça demonstrou insatisfação com mudanças feitas pela corporação na equipe responsável pelo caso e determinou que seu gabinete recebesse os dados brutos das quebras de sigilo. A medida foi vista pela PF como possível interferência na condução das investigações, levando a corporação a avaliar um recurso ao STF, que não chegou a ser protocolado.
As apurações buscam esclarecer possíveis vínculos entre Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger e Marco Antônio Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente Lula. Uma das suspeitas é de que o filho do presidente tenha ajudado Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, a obter contratos com o governo. A PF também investiga uma possível articulação para a compra de medicamentos à base de cannabis sem licitação.
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Mensagens analisadas pelos investigadores incluem o envio, por Luchsinger a Ribeiro, de um modelo de contrato ligado ao Ministério da Saúde. A empresária também teria adquirido joias de diamante avaliadas em R$ 9,2 mil para o ex-assessor. Lulinha aparece como alvo em um dos três inquéritos do STF relacionados ao caso, que investigam suspeitas de corrupção e tráfico de influência.
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