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Após críticas dos EUA, China busca parceria com o Pix do Brasil

Banco Central do Brasil adota tom cauteloso com possíveis acordos

Por: Redação

21/06/202617:20

O Banco Central chinês sinalizou, em comunicado, ter a intenção de fortalecer transações comerciais bilaterais com o Brasil utilizando moedas locais, contrapondo-se à postura de Washington, que acusa o país de práticas comerciais desleais por conta do Pix.

Plataforma do Pix no Banco do Brasil
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O governo de Donald Trump acusa o Pix de gerar uma desvantagem para companhias norte-americanas privadas do setor de pagamentos. O impasse escalou a ponto de o relatório da investigação recomendar a aplicação de tarifas de 25% sobre os produtos exportados pelo Brasil. 

Nos bastidores do governo brasileiro, contudo, avalia-se que a resistência dos EUA reflete o temor geopolítico de que o avanço de novos sistemas reduza a hegemonia global do dólar no comércio internacional, segundo o “A Tarde”.

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Aproximação estratégica

Na contramão das pressões dos EUA, o Banco Central da China celebrou os progressos obtidos no 4º Encontro do Grupo de Trabalho de Cooperação Financeira Estratégica China-Brasil, ocorrido em Xangai no dia 9 de junho, com a presença do presidente do BC brasileiro, Gabriel Galípolo. 

O documento emitido pela autoridade chinesa destaca debates focados em investimentos, financiamentos transfronteiriços e na eficiência do Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML).

No entanto, apesar do aceno de Pequim para uma futura conexão entre as redes de pagamento, o Banco Central do Brasil tem adotado uma postura cautelosa, priorizando a estabilidade e o aprimoramento interno do Pix. 

Interlocutores apontam, de acordo com o jornal, que uma possível internacionalização do sistema demandará longas negociações envolvendo governança, segurança tecnológica e critérios de conversão cambial, o que afasta qualquer previsão de prazo para a implementação do projeto.