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Secretário dos EUA deixa Brasil de fora do grupo ‘países amigáveis’

Para Marco Rubio, o país é exceção na América Latina

Por: Redação

02/06/202619:23

Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), afirmou nesta terça-feira (2) que a lista de países alinhados  aos interesses de Washington não inclui mais o Brasil

Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos
Foto: Reprodução/Instagram/Marco Rubio

O político participou de uma audiência no Senado norte-americano, quando aproveitou para dar seu parecer sobre o ambiente político da América Latina. Na ocasião, Rubio enumerou uma ampla rede de governos parceiros na região atualmente.

No entanto, também apontou uma lista de países considerados exceções a esse grupo, incluindo o Brasil, Cuba, Nicarágua e Venezuela. 

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“Agora temos, neste hemisfério, uma coalizão de países amigáveis, mais de uma dúzia, que se alinharam para trabalhar não apenas em questões de segurança, mas também em prosperidade econômica”, afirmou. 

“Com exceção da Nicarágua, de Cuba, obviamente da Venezuela, que continua enfrentando alguns desafios, e do Brasil, embora eles estejam no meio de um ciclo eleitoral”, prosseguiu. 

Além disso, o secretário do governo Trump também reforçou que Gustavo Petro, presidente da Colômbia, tem sido “problemático”. Porém, Rubio disse que ainda vê, de forma geral, a região cada vez mais alinhada aos interesses americanos, de acordo com o portal “Carta Capital”.

Tarifaço dos EUA

Na manhã desta terça-feira, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, em resposta à conclusão de que o Brasil estaria adotando práticas econômicas injustas, se referindo ao sistema Pix. A investigação comercial foi aberta em 2025. 

Outra medida anterior do governo de Donald Trump foi classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras, o que causou mal estar com o Governo Lula. 

Dessa forma, a última declaração fecha a percepção de que a relação entre Brasília e Washington está se desgastando.