Brasil articula reunião com EUA sobre tarifas para a próxima semana
Ministros têm prevista reunião em vídeo com chefe do USTR
Por: Redação
05/06/2026 • 19:00
Uma videoconferência entre os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, com Jamieson Greer, chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), está prevista para a próxima semana. O intuito é negociar a nova proposta de tarifas anunciada pelo governo Trump sobre produtos brasileiros.
A data da reunião não foi confirmada até o momento, de acordo com informações divulgadas pela CNN Brasi”. No cenário das negociações, neste domingo (7) se encerra o prazo de um mês para o grupo de trabalho (GT) criado para discutir tarifas após a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente Donald Trump, na Casa Branca, em maio.
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No entanto, por conta da nova acusação dos EUA de que o Brasil mantém práticas econômicas injustas com as empresas norte-americanas, junto com uma nova proposta de tarifas de 25% sobre as exportações brasileiras, as equipes dos dois países seguirão em contato até 15 de julho. A partir dessa data terá início a aplicação das tarifas, caso não haja acordo.
Tarifaço
A proposta de sobretaxa de 25% foi anunciada na segunda-feira (1º) pelo USTR e pegou o governo brasileiro de surpresa. Quanto às práticas injustas mencionadas, a equipe do governo Trump se baseou na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, levantando acusações contra: tarifas consideradas desleais, o PIX, falhas no combate à corrupção, desmatamento e acesso ao mercado de etanol.
Além disso, na terça-feira (2), o USTR fez outra proposta de tarifas contra o Brasil e mais 59 países, desta vez na casa de 12,5%, por concluir que há falhas na proibição e fiscalização da comercialização de mercadorias provenientes de trabalho forçado.
O que espera o governo brasileiro
A equipe de negociação do Governo Lula ainda enxerga chances de buscar um acordo quanto ao tarifaço. Ainda assim, interlocutores veem mais dificuldade na reversão da sobretaxa de 12,5%, anunciada para diversos países.
Nas questões tarifárias, o governo brasileiro vê possibilidade de avançar com algumas propostas, mas o Pix, como já defendeu o próprio presidente Lula, está fora de cogitação.
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