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MP investiga advogada suspeita de levar recados a facção em presídio baiano

Profissional é suspeita de repassar mensagens entre detentos e integrantes de facção fora da prisão

Por: Redação

06/07/202611:43Atualizado

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) investiga a atuação da advogada Fernanda Oliveira Borges por suspeita de intermediar a troca de mensagens entre um detento do Presídio Estadual de Segurança Máxima de Serrinha e integrantes de uma facção criminosa que estariam em liberdade. A apuração é baseada, entre outros elementos, em imagens gravadas com autorização da Justiça durante atendimentos realizados no parlatório da unidade prisional.

Foto MP investiga advogada suspeita de levar recados a facção em presídio baiano
Foto: Reprodução / TV Globo

Segundo o MP-BA, os registros mostram a advogada retirando bilhetes escondidos nas próprias roupas durante os encontros com o preso. Conforme a investigação, as anotações continham informações relacionadas ao funcionamento da organização criminosa, incluindo registros financeiros do tráfico de drogas, cobranças de dívidas sob ameaça e orientações ligadas ao planejamento de outros crimes.

As gravações, produzidas entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, fazem parte da Operação Sintonia de Gravata, deflagrada pelo Ministério Público com apoio da Polícia Civil e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap). A força-tarefa apura a suspeita de que advogados estariam sendo utilizados para transmitir ordens entre lideranças presas e integrantes de facções fora do sistema prisional.

 Reprodução / TV Globo

Reprodução / TV Globo


De acordo com as investigações, Fernanda Oliveira Borges teria atuado em favor de Marlos Araújo Souza Junior, conhecido pelos apelidos "Bolão", "CRM" e "JR", apontado pelas autoridades como integrante do Terceiro Comando Puro (TCP), grupo com atuação na região de Senhor do Bonfim.

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A operação cumpriu 22 mandados de prisão preventiva, sendo 12 contra internos do sistema prisional e 10 contra advogados investigados. Até o momento, nove pessoas foram presas e uma segue foragida. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em municípios baianos, com recolhimento de celulares, computadores e documentos. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados até o valor mínimo de R$ 10 milhões.

A defesa de Fernanda Oliveira Borges informou que não comentará o mérito das acusações nesta fase da investigação. Em nota, os advogados afirmaram que irão adotar as medidas judiciais cabíveis para garantir os direitos da cliente durante o andamento do processo.