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OAB-BA solicita acesso a investigação após operação atingir advogados

Comunicação facilitada entre faccionados presos e integrantes em liberdade motivou apuração

Por: Jaísa de Almeida

03/07/202615:23Atualizado

Após a Operação Sintonia de Gravata, deflagrada nesta sexta-feira (3), atingir pelo menos oito advogados, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) informou publicamente que solicitou acesso aos autos do inquérito para acompanhar as investigações.

Atuação policial contra advogados investigados por associação criminosa
Foto: Divulgação/SSP-BA

De acordo com a instituição, depois da análise da documentação, o caso será encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina (TED), que adotará as medidas previstas no Estatuto da Advocacia e no Código de Ética e Disciplina, como por exemplo, a eventual suspensão preventiva dos profissionais investigados. 

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Em seu posicionamento, a Ordem destacou ainda que atua para garantir o acesso dos advogados constituídos pelos investigados aos autos do processo.

 “A OAB-BA informa, ainda, que está prestando o suporte necessário para assegurar que os advogados constituídos pelos investigados tenham acesso aos autos, em observância às prerrogativas da advocacia e às garantias do contraditório e da ampla defesa”, aponta um trecho da nota.

Entenda o caso

A Operação Sintonia de Gravata cumpriu 22 mandados de prisão preventiva em Salvador, Serrinha, Camaçari, Barreiras, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Entre os investigados estão, ao menos, oito advogados suspeitos de usar as prerrogativas da profissão para burlar o isolamento imposto a detentos de um presídio de segurança máxima.

Agentes em operação. Foto: Divulgação/SSP-BA

Agentes em operação. Foto: Divulgação/SSP-BA


De acordo com as investigações, o grupo teria viabilizado a troca de mensagens entre chefes de facções presos e integrantes das organizações criminosas em liberdade. 

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) aponta que esse fluxo de comunicação permitia que as lideranças continuassem administrando atividades como tráfico de drogas, circulação de armas, movimentação de dinheiro e resolução de conflitos internos, mantendo a estrutura das facções em funcionamento mesmo com seus principais líderes encarcerados.

Assista momentos da operação: