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Acordo na CPMI adia decisão sobre sigilos do Banco Master

Na ocasião, a comissão também remarcou depoimento de empresário Vorcaro

Por: Redação

05/02/202614:40Atualizado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), nesta quinta-feira (5), adiou a votação da quebra de sigilo bancário do Banco Master referente aos últimos dez anos. A retirada dos requerimentos ocorreu após o acordo entre líderes do comitê, conforme informou o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

Foto Acordo na CPMI adia decisão sobre sigilos do Banco Master
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

As solicitações tinham como objetivo verificar possíveis irregularidades em empréstimos intermediados pela instituição. Segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), a mudança busca ajustar o período das informações solicitadas e concentrar a apuração exclusivamente nos consignados. 

A expectativa é que o tema retorne à pauta em 26 de fevereiro, mesma data prevista para o depoimento do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, cujo a oitiva foi adiada a pedido da defesa do empresário. As informações são do portal CNN.

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Decisões judiciais

Relatórios aprovados pela CPMI em dezembro de 2025, incluindo os envios de dados de inteligência financeira, permanecem sob sigilo por decisão do ministro do Supŕemo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, enquanto passam por análise da Polícia Federal (PF). 

Daniel Vorcaro chegou a ser detido em novembro do mesmo ano em uma operação que apura uma fraude estimada em cerca de R$12 bilhões, mas teve a prisão preventiva revogada ainda naquele mês e passou a responder em liberdade com tornozeleira eletrônica. Foi aí que, diante dos indícios, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master.

A comissão também adiou a votação do pedido de encarceramento do ex-ministro do Trabalho e Previdência e ex-presidente do INSS, José Carlos Oliveira, que já prestou depoimento e negou envolvimento no caso. Por outro lado, foram aprovadas solicitações de prisão preventiva e proibição de saída do país contra seis investigados, medidas que serão analisadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo. 

Na mesma sessão, o atual presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, afirmou que pretende esclarecer a atuação do instituto em relação aos consignados e às devoluções de descontos considerados irregulares.