Caso Orelha: investigação é encerrada e Justiça pede internação de menor
Polícia Civil conclui apuração sobre morte de cão comunitário em Florianópolis
Por: Redação
04/02/2026 • 10:27 • Atualizado
A Polícia Civil de Santa Catarina finalizou, na última terça-feira (3), a investigação sobre a morte do cão comunitário conhecido como Orelha, ocorrida no início de janeiro na região da Praia Brava, em Florianópolis. Com a conclusão do inquérito, a Justiça solicitou a internação do adolescente apontado como responsável pelas agressões.
A identificação do menor foi feita ao longo das apurações conduzidas por unidades especializadas da corporação. Após a conclusão do trabalho policial, o caso foi encaminhado para análise do Ministério Público e do Judiciário, que avaliarão as medidas cabíveis.
Em nota, a defesa do adolescente negou qualquer envolvimento dele no crime. Os advogados alegam que o jovem foi associado ao caso de forma indevida e sustentam que os elementos apresentados até o momento seriam apenas circunstanciais, sem força probatória suficiente para uma responsabilização definitiva. A defesa também afirmou que a grande repercussão do episódio e a pressão da opinião pública teriam contribuído para a tentativa de apontar um culpado de forma precipitada.
As investigações ficaram a cargo da Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e da Delegacia de Proteção Animal (DPA), com apoio de outros órgãos de segurança do estado. Segundo a Polícia Civil, a análise de dados extraídos de celulares apreendidos ainda está em andamento e pode complementar o conjunto de provas já reunidas.
Além do caso Orelha, a corporação também apura um episódio semelhante ocorrido na mesma região, envolvendo o cão Caramelo, que teria sido alvo de uma tentativa de afogamento. Nesse caso, quatro adolescentes foram responsabilizados por ato infracional análogo a maus-tratos contra animais.
A Polícia Civil informou que detalhes sobre a participação de cada envolvido não serão divulgados, em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante o sigilo dos dados de menores de idade.
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