CPMI do Banco Master alcança 278 assinaturas e é protocolada no Congresso
Requerimento reúne apoio recorde de deputados e senadores para investigar possíveis irregularidades
Por: Redação
03/02/2026 • 16:29 • Atualizado
O requerimento para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master será protocolado, nesta terça-feira (3), com um total de 278 assinaturas no Congresso Nacional. A iniciativa é do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).
O pedido conta com a adesão de 236 deputados federais e 42 senadores, número que supera com folga o mínimo exigido pelo regimento do Congresso, que é de 198 assinaturas.
Segundo Jordy, trata-se do maior apoio já registrado para a criação de uma CPMI. Em coletiva de imprensa, o parlamentar afirmou que o volume de assinaturas reflete a gravidade das denúncias envolvendo o Banco Master e a pressão popular por apuração. Ele defendeu que ninguém está acima da lei e que o caso precisa ser investigado de forma ampla e independente.
"Ninguém pode ficar impune, nem esses que se julgam acima da lei, que se julgam defensores da Constituição, da democracia. Mas, na verdade, nós estamos vendo que, além de serem tiranos, também são pessoas que estão atoladas até o pescoço nesse que é o caso mais escandaloso de corrupção da nossa história. Deixa a Lava Jato no chinelo", afirmou o deputado.
O deputado também destacou que, diferentemente das CPIs instaladas separadamente na Câmara ou no Senado, a CPMI tem caráter automático após o protocolo do requerimento com o número necessário de assinaturas, cabendo ao presidente do Congresso dar andamento à instalação.
Após a formalização do pedido, parlamentares envolvidos na iniciativa informaram que devem prestar esclarecimentos à imprensa sobre os próximos passos da comissão.
BRB diz ter encontrado “achados relevantes”
O Banco Regional de Brasília (BRB) informou, nesta terça, que identificou “achados relevantes” relacionados ao Banco Master, que podem contribuir com as investigações em curso. Segundo o banco, os dados fazem parte da primeira etapa de um relatório preliminar elaborado por auditoria contratada para apurar possíveis atos ilícitos ligados à tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.
“O BRB informa que vem adotando inúmeras medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais relacionadas a fundos de investimentos, garantias e carteiras de crédito, adquiridas pelo BRB, medidas estas que correm, parte em sigilo, e que serão reforçadas por novas medidas, com a maior brevidade possível, para garantir a efetividade da preservação dos interesses do Banco”, informou o banco.
De acordo com a nota, o relatório foi encaminhado à Polícia Federal (PF) no dia 29 de janeiro e ao Banco Central nesta segunda-feira (2). O BRB afirmou ainda que vem adotando medidas administrativas, extrajudiciais e judiciais para preservar seus interesses, algumas delas sob sigilo.
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