“Meu Botox, Minha Vida”: candidato quer toxina botulínica no SUS
Wilson Grassi diz que programa seria financiado com remanejamento de recursos
Por: Domynique Fonseca
19/08/2026 • 12:51 • Atualizado
Durante entrevista ao programa Portal Esfera no Rádio, apresentado por Luis Ganem, na 97,5 FM, o candidato à Presidência da República pelo Democrata, Wilson Grassi, defendeu a criação do programa “Meu Botox, Minha Vida”, voltado à aplicação de toxina botulínica para mulheres pelo sistema público. Segundo ele, a proposta não teria como foco o tratamento de rugas, mas a autoestima. “Ele não está tratando rugas, ele está tratando autoestima. E autoestima é saúde emocional”, afirmou.
Grassi disse que uma mulher com baixa autoestima teria dificuldades no trabalho e nos relacionamentos. “É impossível que uma pessoa com a autoestima baixa tenha um bom desempenho profissional”, declarou. O candidato também afirmou que o procedimento poderia contribuir para que mulheres se sintam mais seguras para deixar empregos ou relacionamentos insatisfatórios. “É uma verdadeira injeção na autoestima das mulheres”, disse.
Para financiar a iniciativa, o candidato citou o Fundo Especial de Financiamento de Campanha e a possibilidade de reduzir a carga tributária sobre cosméticos. “Dinheiro não falta no Brasil. O que falta no Brasil é gestão”, afirmou. Grassi também defendeu que o acesso ao procedimento não fique restrito às mulheres de maior renda. “Por que a madame pode fazer um botox e a faxineira da casa dela não pode?”, questionou.
Leia também:
Propaganda eleitoral começa hoje; veja o que é permitido nas eleições
Voto em trânsito: prazo para solicitar mudança termina em 20 de agosto
O candidato afirmou ainda que a criação do programa não impediria investimentos em outras áreas. “O fato de eu querer aplicar botox numa mulher não exclui a minha ação de tirar uma criança da rua. São coisas complementares que vão acontecer conjuntamente”, declarou. A proposta também é defendida por Grassi como uma forma de ampliar o acesso a um procedimento que, atualmente, seria mais acessível a mulheres com maior poder aquisitivo.
Relacionadas
