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“No Brasil não falta dinheiro, falta gestão”, diz candidato à Presidência

Wilson Grassi propõe castração, adoção e hospitais veterinários públicos

Por: Domynique Fonseca

19/08/202615:30

A criação de um Ministério da Proteção Animal está entre as propostas do candidato à Presidência pelo Democrata, Wilson Grassi, que participou do programa Portal Esfera no Rádio, na 97,5 FM, apresentado por Luis Ganem. Veterinário, ele defendeu uma política nacional voltada à castração, adoção, guarda responsável e atendimento veterinário público, além da redução dos atuais 39 ministérios para 12.

Foto “No Brasil não falta dinheiro, falta gestão”, diz candidato à Presidência
Foto: Portal Esfera

Grassi afirmou que o financiamento poderia sair de uma parcela dos impostos gerados pelo próprio mercado pet, que, segundo ele, movimenta cerca de R$ 100 bilhões no país. “Se a gente pegar uma fração mínima de tudo que os animais arrecadam de impostos, a gente coloca o hospital veterinário público no Brasil inteiro”, disse. O candidato citou ainda o hospital público veterinário de Canabrava, em Salvador, como exemplo da importância desse tipo de serviço para famílias de baixa renda.

Na avaliação do candidato, a grande quantidade de cães e gatos também exige políticas de controle populacional. “Hoje a castração dos cães, a castração dos gatos, é uma das plataformas da proteção animal”, afirmou. Grassi defendeu ainda campanhas de conscientização, incentivo à adoção e redução da compra de animais, especialmente diante do abandono.

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A proposta também é associada por Grassi ao conceito de “saúde única”, que relaciona o bem-estar de pessoas, animais e meio ambiente. Para ele, a presença de veterinários na gestão pública poderia contribuir para áreas como saúde, agronegócio e controle de doenças. “O Brasil não falta dinheiro, no Brasil falta gestão”, declarou.