Terapia ortomolecular propõe tratamento além dos medicamentos
Especialista defende abordagem integrativa para combater inflamações e desequilíbrios
Por: Domynique Fonseca
12/05/2026 • 12:53 • Atualizado
A terapeuta ortomolecular e especialista em saúde integrativa e estética, Dra. Tacciane Oliveira (@dratacianeoliveira), afirmou que muitos problemas de saúde têm origem em processos inflamatórios silenciosos e defendeu uma visão mais ampla no cuidado com os pacientes. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Portal Esfera no Rádio, na 97,5 FM, apresentado por Luis Ganem, nesta terça-feira (12).
Durante a conversa, a especialista explicou que a saúde integrativa busca tratar o paciente de forma global, sem separar sintomas físicos, emocionais e metabólicos.
“A gente vê esse paciente de forma integral. Se você tem uma dor no joelho e um processo de ansiedade, não tem como isolar isso. A ansiedade piora a dor e a dor piora a ansiedade”, afirmou.
Segundo Tacciane, a principal diferença entre a medicina integrativa e a medicina tradicional está na forma como o organismo é analisado. Ela ressaltou que o objetivo não é substituir os tratamentos convencionais, mas integrá-los.
“A medicina integrativa não veio para competir com a alopática. A gente tenta integrar. O remédio é muito bom em certos momentos, mas ele não trata, ele remedia”, declarou.
A especialista citou o hipotireoidismo como exemplo de condição que, muitas vezes, é tratada apenas com reposição hormonal, sem investigar outros fatores relacionados ao funcionamento do organismo.
“Não adianta só repor hormônio se esse corpo está inflamado, com deficiência de vitaminas e minerais. Sem selênio, zinco, ferro e iodo, a tireoide não vai funcionar corretamente”, explicou.
Ao longo da entrevista, Tacciane também falou sobre os chamados processos inflamatórios crônicos, que, segundo ela, podem ser agravados por hábitos cotidianos e pela exposição constante a substâncias químicas presentes no ambiente.
“O tempo todo a gente está se contaminando. Agrotóxicos, plásticos, conservantes, tudo isso gera inflamação no organismo”, disse.
Ela afirmou ainda que sintomas como fadiga, queda de cabelo, problemas intestinais e infecções recorrentes podem estar ligados a desequilíbrios metabólicos e inflamatórios.
“Hoje, muitas pessoas vivem em um ciclo vicioso de inflamação. O organismo vai ficando cansado e perde a capacidade natural de desintoxicação”, pontuou.
Na área da alimentação, a terapeuta defendeu uma dieta com menos alimentos ultraprocessados e maior consumo de verduras, frutas, raízes e proteínas naturais. Segundo ela, o intestino tem papel importante no desenvolvimento de doenças inflamatórias.
“Muitos processos autoimunes e até doenças mais graves começam com inflamações intestinais recorrentes”, afirmou.
A especialista também comentou sobre a Terapia Ortomolecular, método que utiliza vitaminas, minerais, antioxidantes e suplementação personalizada para auxiliar no equilíbrio do organismo.
“A gente tem um sistema incrível de autocura, mas hoje o corpo precisa de ajuda diante de tantas inflamações e contaminantes que fazem parte da rotina”, concluiu.
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