Parto humanizado vai além do nascimento na água, explica obstetra
Adriana Monteiro destaca informação, acolhimento e autonomia da gestante
Por: Domynique Fonseca
13/08/2026 • 13:00
Durante participação no programa Portal Esfera no Rádio, na 97,5 FM, nesta quinta-feira (13), a ginecologista e obstetra Adriana Monteiro explicou que o parto humanizado começa ainda no pré-natal e não se resume ao local ou à forma como o bebê nasce. Segundo ela, informação e participação da gestante nas decisões são fundamentais para garantir um atendimento respeitoso.
“Humanização, na verdade, é promover informação para que a mulher possa tomar as decisões. Não é só parir na água. Pode ser na água, mas pode ser cesárea”, afirmou a médica. Adriana também destacou a importância de envolver o acompanhante no pré-natal e discutir previamente questões como maternidade, intervenções médicas e métodos para aliviar a dor durante o trabalho de parto.
Outro ponto abordado foi a analgesia de parto, que, segundo a obstetra, atualmente está disponível também em maternidades públicas de Salvador. “A mulher precisa voltar e as famílias entenderem que o trabalho de parto não é igual ao da novela. Ele dura horas”, explicou. Para ela, conhecer as possibilidades de atendimento ajuda a reduzir medos e expectativas irreais sobre o nascimento.
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Adriana também falou sobre as lacerações durante o parto e a episiotomia, corte realizado entre a vagina e o ânus, que atualmente é indicado apenas em situações específicas. “Se você não intervir, se você não fizer o corte, é melhor para a mulher, do ponto de vista sexual, de recuperação pós-parto e de dor”, afirmou. A médica ressaltou que, em muitos casos, as lacerações espontâneas são menores e menos dolorosas do que o corte realizado de forma rotineira.
