Taxistas impedem retirada de placa de sinalização no Aeroporto de Salvador
Categoria afirma que identificação do ponto de táxi comum é essencial para garantir o direito ao trabalho
Por: Lorena Bomfim
30/05/2026 • 12:59 • Atualizado
Os taxistas que atuam no Aeroporto Internacional de Salvador voltaram a denunciar dificuldades para exercer a profissão no terminal com a implementação do polêmico sistema Kiss & Fly, que impede o livre trânsito dos trabalhadores do transporte transitem pelas áreas do terminal.
Desta vez, o impasse envolve a remoção da placa que identifica o ponto destinado aos táxis comuns nas áreas do aeroporto.
De acordo com a Associação Geral dos Taxistas (AGT), uma tentativa de retirada da sinalização ocorreu durante a madrugada deste sábado (30). A placa foi instalada pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), órgão responsável pela regulamentação do serviço de táxi em Salvador, após uma reivindicação da categoria.
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Segundo a entidade, os profissionais que estavam no local se mobilizaram e impediram a remoção da estrutura. Os taxistas defendem que a sinalização é fundamental para garantir a identificação do ponto de táxi comum e assegurar condições adequadas de trabalho no aeroporto.
Em nota, a AGT classificou a tentativa de retirada da placa como um desrespeito aos profissionais que atuam diariamente no transporte de passageiros da capital baiana.
"O direito ao trabalho e o respeito à categoria precisam ser preservados", destacou a associação.
Ainda conforme a AGT, o presidente da entidade, Denis Paim, buscará apoio da Prefeitura de Salvador e da Câmara Municipal .
Kiss & Fly: 'Medida abusiva'
O sistema Kiss & Fly começou a ser testado no início do mês pela concessionária Vinci, estabelecendo a cobrança de R$ 18 para veículos que permaneçam por mais de 10 minutos nas áreas de embarque e desembarque.
Em conversa recente com o Portal Esfera no Rádio, apresentado por Luís Ganem, Muniz afirmou que a medida era abusiva e condenou a ausência de debate popular sobre o assunto.
"Não houve audiência pública, não houve escuta. A população não foi ouvida. Não podemos permitir que trabalhadores sejam prejudicados sem discussão prévia”, declarou.
O projeto de cobrança já foi alvo de críticas de diversas entidades políticas e sociais e tem estado na pauta dos últimos meses. A presidente da Associação Baiana de Deficientes Físicos (ABADEF), Silvanete Brandão, apontou que o sistema cria barreiras no acesso e na mobilidade dentro do terminal.
As críticas vieram também da Associação Geral dos Taxistas (AGT), após o presidente Denis Paim apontar impactos diretos na rotina da categoria e cobrar mais clareza sobre a implementação do modelo.
“Como é que nós vamos desembarcar um passageiro com 10 minutos? O passageiro quer conforto, não quer pressa. Muitas vezes precisa organizar bagagem, finalizar pagamento ou até resolver algum imprevisto”, disse.
O projeto também está sob os olhares do Ministério Público da Bahia, que abriu inquérito para investigar supostas irregularidades envolvendo a Vinci Airports, concessionária responsável pela administração do Aeroporto de Salvador.
