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Réus de núcleo ligado à tentativa de golpe têm recursos rejeitados por Moraes

Julgamento pode manter penas de até 24 anos em regime fechado

Por: Agência Brasil|Redação

15/02/202614:00

Sete condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado podem seguir direto para o cumprimento das penas após voto do ministro Alexandre de Moraes, relator da Ação Penal 2696, que se posicionou contra os recursos apresentados pelo grupo. A análise acontece na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão virtual.

Foto Réus de núcleo ligado à tentativa de golpe têm recursos rejeitados por Moraes
Foto: Rosinei Coutinho/STF

Os demais integrantes do colegiado — Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino — têm prazo até 24 de fevereiro para registrar os votos. Depois disso, sai a decisão definitiva que vai dizer se a bronca continua pesada para os condenados.

O grupo faz parte do chamado Núcleo 3 da trama golpista, apontado pela Corte como responsável por planejar ações táticas do golpe e articular ataques contra Moraes, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os envolvidos há militares das forças especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”, além da disseminação de notícias falsas sobre o processo eleitoral e pressão sobre o alto comando das Forças Armadas.

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Dentro do núcleo, apenas o general Estevam Theophilo acabou absolvido. Já o coronel Márcio Nunes de Resende Júnior e o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior confessaram participação em crimes mais leves, firmaram acordo com o Ministério Público e devem cumprir medidas em regime aberto por meio de Acordos de Não Persecução Penal.

Os outros condenados, que tentam reverter a decisão, receberam penas em regime fechado por crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado e ataque ao Estado Democrático de Direito, com sentenças que variam de 16 a 24 anos.