STF pede posicionamento do Exército sobre visita íntima de general preso
Mário Fernandes, condenado na trama golpista, aguarda análise do Comando Militar do Planalto
Por: Agência Brasil|Redação
09/02/2026 • 19:23 • Atualizado
O general Mário Fernandes, condenado a 26 anos e 6 meses de prisão no Núcleo 2 da trama golpista durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, aguarda definição sobre seu pedido de visita íntima na prisão. Nesta segunda-feira (9), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Exército se manifeste sobre o assunto.
Fernandes cumpre pena nas instalações do Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília. Na decisão, Moraes solicitou que o CMP informe se o general cumpre os requisitos para receber o benefício.
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“Oficie-se ao Comando Militar do Planalto/DF, para que informe sobre o preenchimento, ou não, dos requisitos para visita íntima pretendida por Mário Fernandes”, registrou o ministro.
Após o envio do parecer pelo CMP, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá cinco dias para se manifestar sobre o pedido.
Relembre o caso
O general é acusado de planejar atentados contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. A Polícia Federal (PF) encontrou a pretensão em um arquivo de Word intitulado Punhal Verde e Amarelo.
Mário Fernandes está preso preventivamente desde novembro de 2024, e sua condenação na trama golpista ocorreu em dezembro do mesmo ano. A defesa ainda pode recorrer da sentença.
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