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Senado tem 25 pedidos de impeachment contra o ministro Dias Toffoli

Três são motivados após nomes serem vinculados ao Banco Master

Por: Redação

13/02/202612:17Atualizado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, acumula 25 pedidos de impeachment no Senado. A pressão veio logo depois que seu nome foi vinculado ao do dono da empresa bancária Daniel Vorcaro, banqueiro envolvido no escândalo com o Banco Master.

Dias Toffoli
Foto: Divulgação/Gustavo Moreno/STF

De acordo com o documento de impeachment dos 25 pedidos apresentados pelo Senado, três citam o Master como motivação. Nesta quinta (12), o ministério decidiu deixar a relatoria do caso após a Polícia Federal apontar menções ao nome do magistrado no celular de Vorcaro.

A decisão veio durante uma reunião com os demais ministros em exercício na Corte. Com isso, quem vai substituir Toffoli é André Mendonça. Essa é a primeira vez que um ministro do STF recebe um impeachment desde sua criação em 1950.  O processo, no entanto, segue regras parecidas com as aplicadas a presidentes da República.

Sobre os pedidos

Os primeiros pedidos vieram ainda em antes da pandemia, sendo eles 10 de abril de 2015 e 6 de dezembro de 2019, somam 16 representações e foram todos indeferidos na fase inicial. Há também dois pedidos de 11 de maio de 2021 e 8 de junho de 2021, que chegaram a passar pela Advocacia-Geral do Senado.

Um dos pedidos, apresentado em 2019, tem como uma das autoras a vereadora Janaina Paschoal (PP-SP), que também assinou a petição de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, protocolada em 2015 e aprovada em 2016.

Em 2025, quando  quatro pedidos ainda estavam pendentes de análise inicial. Sendo dois deles apresentados em 12 de agosto de 2025, um deles cita a decisão de Toffoli que, em 20 de dezembro de 2023, suspendeu o pagamento de multa de R$ 10,3 bilhões aplicada à J&F, do grupo JBS, em acordo de leniência da Lava Jato.

Os pedidos que mencionam outros ministros do STF estão concentrados especialmente na representação de 12 de agosto de 2025, que cita nominalmente integrantes da Corte, como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luiz Fux, Edson Fachin, André Mendonça, Nunes Marques, Luís Roberto Barroso, hoje aposentado, e Cristiano Zanin, além do próprio Toffoli.

Agora, os mais recentes foram todos ligados ao caso Banco Master, foram protocolados em 26 de janeiro de 2026, 3 de fevereiro de 2026 e 6 de fevereiro de 2026. As representações foram apresentadas por civis e aguardam despacho de Alcolumbre.

Master e Toffoli

O Banco Master é alvo de apuração da Polícia Federal (PF) devido à suspeita de fraudes financeiras. Confirmou-se que foram investidos cerca de R$ 12 bilhões com a emissão irregular de Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Já Toffoli é um dos sócios da Maridt Participações,  empresa dirigida por irmãos dele e que fez negociações com um fundo gerido pela Reag, ligada ao Banco Master. Além disso, a PF encontrou conversas no celular de Vorcaro com menções a Toffoli.