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PF conclui que saúde de Bolsonaro é estável para permanecer na prisão

Documento foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes

Por: Agência Brasil|Redação

06/02/202617:20

A condição de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro foi considerada estável para a permanência do político no sistema prisional, sem indicação atual de internação hospitalar. A conclusão consta em laudo de médicos peritos da Polícia Federal (PF), tornado público por autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto PF conclui que saúde de Bolsonaro é estável para permanecer na prisão
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O relatório descreve a presença de doenças crônicas e aponta a necessidade de reforço no acompanhamento clínico para reduzir riscos futuros, sobretudo cardiovasculares. Mesmo diante deste cenário, os especialistas registraram que “tais comorbidades não ensejam, no momento, necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar” e destacaram que “é necessário otimização dos tratamentos e das medidas preventivas por profissionais especializados em decorrência do risco de complicações, principalmente eventos cardiovasculares”.

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A perícia ocorreu em 20 de janeiro no Complexo Penitenciário da Papuda, onde Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por liderar tentativa de golpe de Estado. Durante a avaliação, não foram identificados quadros como depressão ou pneumonia aspirativa, mas houve confirmação de condições como hipertensão arterial, apneia do sono grave, obesidade clínica, aterosclerose, refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais.

Segundo o documento, na entrevista clínica conduzidas pelos especialistas, o ex-presidente “não apresentou queixas compatíveis com sentimentos de menos-valia, desesperança ou anedonia [falta de prazer]”, ainda que pudesse demonstrar abatimento. O relatório também reúne orientações voltadas à rotina de cuidados, incluindo uma investigação neurológica complementar.

Produzido a pedido de Moraes após a transferência do ex-presidente para atual unidade prisional, o laudo ainda será analisado pela defesa e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que dispõem de cinco dias para manifestação. A partir dessas posições, o ministro deverá decidir se reavalia os pedidos de prisão domiciliar por razões humanitárias, sem prazo definido para a deliberação