Falso advogado é preso após aplicar golpe em sargento da PM
Suspeito teria se passado por advogado e contador, causando prejuízo de R$ 5,2 mil à vítima
Por: Redação
28/07/2026 • 10:01
Um homem de 39 anos foi preso em Dourados, no Mato Grosso do Sul, suspeito de se passar por advogado e contador para aplicar um golpe de R$ 5.221,50 contra um sargento da Polícia Militar. Segundo a Polícia Civil, o investigado não possui registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nem no Conselho Regional de Contabilidade (CRC).
De acordo com as investigações, o suspeito convenceu o policial a contratá-lo para intermediar um financiamento destinado à empresa da qual a vítima é sócia. Para dar credibilidade ao serviço, ele alegou que seria capaz de obter recursos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mediante a elaboração de um projeto.
Ao longo de aproximadamente um mês, o sargento realizou diversas transferências ao investigado. O montante incluiu um pagamento inicial de R$ 4,5 mil, além de cobranças posteriores referentes a supostos honorários contábeis e taxas para alteração da alíquota da empresa.
Sem receber qualquer retorno sobre o financiamento prometido, a vítima passou a cobrar explicações e solicitou a apresentação dos registros profissionais. Conforme a Polícia Civil, foi nesse momento que o homem admitiu não ser advogado nem contador.
Ainda segundo a investigação, o sargento exigiu a devolução dos valores pagos, mas o suspeito teria se recusado a restituir o dinheiro e feito ameaças. Ao levar a mão à cintura, simulando estar armado, acabou sendo contido pelo policial militar.
Durante a abordagem, foi encontrada uma pistola calibre 7,65 com a numeração de identificação raspada. Equipes da Polícia Militar foram acionadas e encaminharam o homem à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac).
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O investigado foi autuado pelos crimes de estelionato, ameaça, porte ilegal de arma de fogo e exercício ilegal da profissão. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.
A Polícia Civil informou ainda que o suspeito possui antecedentes por estelionato e por exercício ilegal da profissão. O caso segue sob investigação.
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