Com permissão da mãe, pai abusa da filha para “não arrumar outra”
Vídeo apresentado pela própria adolescente pesou na investigação
Por: Redação
20/12/2025 • 08:40
Uma denúncia feita dentro da própria família escancarou um caso pesado de violência sexual em Manaus, no estado do Amazonas. Uma mulher de 40 anos foi presa suspeita de permitir que o marido abusasse sexualmente da própria filha, hoje com 17 anos, por cerca de uma década.
A história começou a vir à tona em novembro, quando uma tia da adolescente procurou a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e resolveu não ficar calada. No local, a mulher contou que os abusos teriam começado quando a menina tinha apenas 7 anos. A partir daí, a Polícia Civil passou a investigar e localizou o pai da jovem, que acabou preso no dia 6 de dezembro, em uma área rural de Maraã.
Segundo as autoridades, o casal havia fugido para o interior tentando se esconder da polícia, conforme divulgado pelo Metrópoles. Com o pai já atrás das grades, a adolescente gravou um vídeo que virou peça-chave do inquérito. Nele, a jovem afirma que a mãe autorizava os abusos “desde que ele não arranjasse outra mulher”.
A polícia também investiga a mulher por omissão em tortura, já que, de acordo com os relatos, ela presenciava agressões físicas contra a filha, como espancamentos e até a raspagem do cabelo da adolescente. Há ainda suspeita de que a mãe soubesse ou aceitasse que o pai levasse a jovem para dormir com outros homens, o que pode configurar exploração sexual.
Diante do avanço das investigações, a Depca pediu a prisão preventiva da mulher, que foi autorizada pela Justiça. Mesmo assim, ela tentou driblar a polícia e chegou a se esconder na casa de parentes do marido. Em depoimento, chegou a afirmar que “onde ele estivesse, ela estaria junto”.
Localização
A fuga, no entanto, durou pouco: na quarta-feira (17), equipes da 60ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) localizaram e prenderam a mulher, que vai responde por estupro de vuneravel e omissão em tortura. Atualmente, ela permanece à disposição da Justiça.
Já adolescente foi acolhida por um serviço institucional e, neste momento, está sob os cuidados de familiares maternos. O caso segue sob investigação.
