Logo

Crescimento da inadimplência perde fôlego no Brasil, diz Serasa

Serasa vê reflexo de acordos e negociações de dívidas

Por: Redação

16/06/202618:41

O ritmo de crescimento da inadimplência no Brasil apresentou desaceleração nos últimos meses. De acordo com o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, publicado pela Serasa nesta terça-feira (16), ao longo do mês de maio cerca de 113 mil novos CPFs foram registrados nas listas de negativados, um aumento de 0,14% na comparação com abril. 

Brasileiro pagando dívidas
Foto: Reprodução/EBC

Este foi o menor avanço mensal observado ao longo de 2026. O resultado indica que, embora o total de devedores continue subindo, a velocidade desse avanço perdeu força.

Aline Maciel, diretora da Serasa, avalia que os indicadores apontam para uma desaceleração expressiva em relação aos períodos anteriores. 

Em sua visão, o comportamento dos dados é um reflexo direto do aumento no volume de acordos e renegociações de débitos.

Leia mais:

Endividamento das famílias bate recorde e atinge 81,6% no Brasil

Dívidas de até R$ 100: Seis milhões de pessoas recebem benefício no Desenrola

Trabalhadores poderão usar saldo do FGTS para negociar dívidas

Cenário nacional e o perfil das dívidas

No quesito volume de dívidas, as pendências econômicas no país ultrapassam R$ 574 bilhões. Desse valor, cerca de 344 milhões correspondem a dívidas negativadas, segundo o “Metrópoles”. O tíquete médio do endividamento por consumidor está fixado em R$ 6.877,23.

Na análise por estados, a Serasa constatou que a perda de fôlego do indicador também se mostrou descentralizada, visto que, das 27 unidades da federação,  o total de brasileiros inadimplentes sofreu retração em 14 estados na passagem de abril para maio.

No recorte por setores, os bancos e as instituições financeiras permanecem como os principais credores do país, detendo 46,87% do montante total das dívidas, mesmo manifestando uma sutil queda de participação no índice geral.

Para a Serasa, a melhora no cenário decorre da expansão de mutirões e plataformas de renegociação. 

Entre os fatores que impulsionaram a regularização dos CPFs, a empresa destacou as condições especiais atreladas ao programa Desenrola, do governo federal, e a disponibilidade de descontos atrativos para a quitação de contas à vista.