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FGTS pode injetar R$ 7 bilhões na economia e aliviar endividamento

Governo estuda liberar valores bloqueados e ampliar uso do fundo como garantia de crédito

Por: Redação

09/04/202610:15Atualizado

O governo federal está elaborando um pacote de medidas para enfrentar o alto nível de endividamento das famílias brasileiras. Uma das principais ações em estudo prevê a liberação de cerca de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), beneficiando aproximadamente 10 milhões de trabalhadores.

Governo estuda liberar valores bloqueados e ampliar uso do fundo como garantia de crédito
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A informação foi confirmada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em entrevista ao jornal O Globo. Segundo ele, a proposta tem como objetivo liberar valores que ficaram retidos, aumentando a renda disponível e ajudando no alívio das dívidas.

Por que o dinheiro ficou bloqueado?

Os recursos que podem ser liberados pertencem a trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do FGTS e utilizaram o saldo como garantia em empréstimos. Nesses casos, quando ocorre demissão, parte do dinheiro fica bloqueada para assegurar o pagamento da dívida.

De acordo com o ministro, a Caixa Econômica Federal reteve valores acima do necessário para cobrir esses contratos. Por isso, o governo iniciou uma revisão dos bloqueios e estuda devolver o excedente aos trabalhadores.

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FGTS pode ser mais usado para crédito

Outra medida em análise é ampliar o uso do FGTS como garantia em empréstimos consignados. Hoje, o limite permitido é de até 10% do saldo, mas a equipe econômica avalia aumentar esse percentual.

Também está em discussão a possibilidade de utilizar integralmente a multa rescisória de 40% paga em caso de demissão sem justa causa para reduzir juros e o valor das parcelas. A ideia é tornar o crédito mais acessível e menos oneroso.

Plano para reduzir o endividamento

As ações fazem parte de uma estratégia mais ampla do governo para reorganizar as finanças das famílias. O plano inclui a participação de bancos e instituições financeiras, com foco na renegociação de dívidas e na redução do peso das parcelas no orçamento mensal.

Nesse contexto, o FGTS passa a ser utilizado como uma ferramenta complementar para facilitar acordos e ampliar a capacidade de pagamento dos trabalhadores.

O que está por trás do aumento das dívidas

Segundo o ministro, diversos fatores têm contribuído para o crescimento do endividamento no país. Entre eles estão:

  • Juros elevados

  • Maior acesso ao crédito

  • Mudanças nos hábitos de consumo

  • Crescimento de gastos com apostas online

Além disso, outras propostas que podem impactar a renda e o mercado de trabalho seguem em debate no Congresso Nacional, como a redução da jornada de trabalho e a regulamentação das atividades por aplicativos.

O que esperar agora

As medidas ainda estão em fase de análise e podem sofrer ajustes antes de serem anunciadas oficialmente. A expectativa do governo é que, ao liberar recursos e facilitar a renegociação de dívidas, seja possível estimular a economia e melhorar a situação financeira das famílias brasileiras.