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Endividados podem usar o FGTS para quitar débitos pelo Desenrola Brasil

Trabalhadores elegíveis poderão usar programa para negociar pendências financeiras

Por: Agência Brasil|Redação

01/06/202608:00

Trabalhadores com carteira assinada passam a contar com a possibilidade de utilizar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas em atraso dentro do Novo Desenrola Brasil. A medida permite a destinação de recursos do fundo para acordos com bancos e instituições financeiras.

O público-alvo inclui pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105 em 2026. Também entram na regra contratos firmados até 31 de janeiro de 2026, com atrasos que variam de 91 a 720 dias. Estão incluídas pendências como cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC).

O valor disponível para uso pode chegar a até 20% do saldo do FGTS ou R$ 1 mil, considerando o maior limite. Contas ativas e inativas entram na conta do cálculo, com prioridade para os saldos de contas inativas. A consulta do valor liberado já pode ser feita pelo aplicativo oficial do FGTS. O uso do recurso também implica suspensão temporária de novos saques anuais e da antecipação do saque-aniversário até recomposição do saldo.

veja como aderir ao programa:

👉 Autorizar o acesso ao saldo do FGTS pelo aplicativo oficial;
👉 Fazer login com CPF e senha da plataforma Gov.br;
👉 Procurar o banco ou instituição financeira onde há dívida em aberto;
👉 Solicitar adesão ao Novo Desenrola Brasil junto ao credor;
👉 Aguardar a consulta do saldo, que pode ficar disponível por até 90 dias.

O programa prevê condições específicas para a renegociação, com descontos que podem chegar a 90% sobre o valor original da dívida, juros limitados a 1,99% ao mês e parcelamento entre 12 e 48 vezes.

A formalização pode ser feita de forma digital, sem necessidade de ida às agências da Caixa Econômica Federal. Após a conclusão, a instituição registra a operação e o banco responsável recebe diretamente os valores do FGTS.

Desenrola Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil