Pré-natal e fertilidade exigem planejamento, alerta obstetra
Médica destaca pré-concepção, sinais de alerta e riscos da automedicação
Por: Marcos Flávio Nascimento
08/04/2026 • 15:00
Cuidados com a saúde feminina, planejamento da gravidez e riscos da automedicação foram temas de destaque na entrevista da médica obstetra Adriana Monteiro ao apresentador Luis Ganem, no programa Portal Esfera no Rádio, nesta quarta-feira (8), na Itapoan FM (97,5). Durante a conversa, a especialista reforçou a importância do pré-natal e da consulta pré-concepcional para reduzir complicações na gestação.
Segundo a médica, o acesso ao atendimento existe tanto pelo SUS quanto pela rede privada, mas ainda há entraves, principalmente em casos de maior complexidade.
“O SUS está bem organizado nesse aspecto, consegue iniciar o pré-natal com tranquilidade, mas às vezes há dificuldade no acesso ao pré-natal de alto risco”, explicou.
Ela destacou que há esforços para reduzir índices como mortalidade materna, mortalidade fetal e complicações como pré-eclâmpsia e parto prematuro.
No acompanhamento ginecológico, a orientação é manter exames básicos em dia. A especialista reforçou que o preventivo anual continua sendo essencial:
“Se você não tem nenhum problema de saúde, o mínimo é fazer o preventivo uma vez ao ano."
Alertas com atenção dobrada
Além disso, ela chamou atenção para sinais que não devem ser ignorados, como alterações na menstruação, sangramentos fora do período ou após relações sexuais e mudanças nas mamas.
Outro ponto abordado foi o uso indiscriminado de hormônios, muitas vezes motivado por estética. Para a médica, a prática pode trazer consequências sérias. “Evite automedicação. O que funcionou para outra pessoa não necessariamente serve para você”, alertou. Ela também destacou que o uso inadequado pode impactar diretamente a fertilidade, inclusive com risco de infertilidade em alguns casos.
A entrevista também trouxe um alerta sobre o adiamento da gravidez. De acordo com a obstetra, cada vez mais mulheres estão tentando engravidar após os 40 anos, o que exige maior atenção. “O bom óvulo dos 40 precisa ser cultivado desde os 20”, disse. Apesar disso, ela pondera que é possível ter uma gestação saudável nessa fase, desde que haja acompanhamento e preparação adequada.
Por fim, a médica reforçou a importância da consulta pré-concepcional, que deve ser feita com antecedência. “Hoje a gente pede até um ano antes de engravidar, porque muitas vezes é preciso organizar a saúde do casal”, explicou. A recomendação inclui ajustes na alimentação, prática de atividade física e avaliação clínica, com foco em uma gestação mais segura.
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