Estudo investiga se Alzheimer pode ser transmitido por transfusão de sangue
Revisão aponta indícios biológicos, mas não comprova risco de transmissão
Por: Redação
26/08/2026 • 09:30
Uma revisão publicada na revista The Lancet levantou a possibilidade de proteínas associadas ao Alzheimer serem transferidas por meio de transfusões de sangue. Até o momento, porém, não há evidências suficientes para afirmar que a doença possa ser transmitida dessa maneira. Os pesquisadores classificam o eventual risco como baixo e defendem novas investigações.
A hipótese envolve a beta-amiloide, proteína relacionada ao desenvolvimento do Alzheimer. Estudos anteriores identificaram alterações dessa substância em diferentes contextos médicos. Uma pesquisa de 2023, com dados da Dinamarca e da Suécia, também apontou que pessoas que receberam sangue de doadores que posteriormente tiveram hemorragias cerebrais apresentaram maior ocorrência do mesmo problema, embora a relação ainda não esteja comprovada.
Segundo John Collinge, neurologista e um dos autores da revisão, faltam informações para determinar o tamanho de um eventual risco. “Não temos informações suficientes para medir esse risco”, afirmou. Os pesquisadores defendem estudos de longo prazo, além do monitoramento de pessoas que recebem transfusões com frequência e da busca por marcadores que possam identificar precocemente proteínas relacionadas à doença.
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Apesar da investigação, os autores ressaltam que as transfusões de sangue continuam sendo consideradas seguras e essenciais para a medicina. Os resultados atuais não indicam mudança nas práticas de transfusão e não comprovam que o Alzheimer possa ser transmitido pelo sangue.
