Estudo revela relação entre emagrecimento e contratação de mulheres
Pesquisa de Harvard aponta diferença na inserção profissional após o tratamento
Por: Redação
16/08/2026 • 14:00
Um estudo da economista Rebecca Diamond, da Universidade Harvard, aponta que mulheres que começaram a usar medicamentos injetáveis para emagrecimento tiveram 27 pontos percentuais a mais de chance de conseguir um emprego do que aquelas que pretendiam iniciar o tratamento, mas não o fizeram. A pesquisa, publicada em junho pelo National Bureau of Economic Research, ainda não passou por revisão por pares.
A análise acompanhou mulheres americanas entre 25 e 61 anos com perfis socioeconômicos, renda e histórico de saúde semelhantes. Após um ano e meio, o aumento na inserção profissional foi observado principalmente entre participantes que estavam desempregadas ou fora da força de trabalho. Entre as solteiras, a probabilidade de casamento ou de passar a viver com um parceiro também cresceu 29 pontos percentuais.
Apesar dos resultados, Diamond alerta para o risco de aumento das desigualdades, já que o alto custo de medicamentos agonistas de GLP-1, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy, pode restringir o acesso às mulheres de menor renda. No Brasil, estudos relacionam a obesidade a salários menores entre mulheres e apontam forte pressão estética no ambiente profissional.
Leia também:
Adeus às injeções? Nova pílula para emagrecer é aprovada na Europa
Anvisa proíbe chá e produtos que prometem efeito emagrecedor
Um levantamento do Plano de Menina e da The Body Shop mostrou que 69% das brasileiras já sentiram pressão estética no trabalho, enquanto 68% apontaram o peso como um dos principais fatores. Os dados reforçam o debate sobre o impacto da aparência nas oportunidades profissionais e sobre as desigualdades no acesso aos tratamentos para emagrecimento.
