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Júri de PMs acusados pela morte do jovem Geovane é iniciado

Sessão no Fórum Ruy Barbosa deve durar três dias

Por: Redação

17/06/202618:26Atualizado

Sete policiais militares começaram a ser julgados nesta quarta-feira (17), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana. O júri popular havia sido marcado para abril, mas acabou adiado. A previsão é que a sessão siga até sexta (19).

Geovane
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Os réus respondem por homicídio qualificado. Conforme o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o crime teria sido cometido por motivo torpe e sem chance de defesa para a vítima. O órgão também atribui aos denunciados o crime de roubo qualificado. Já a acusação de ocultação de cadáver envolve todos os acusados, exceto Jailson Gomes Oliveira.

Estão no banco dos réus:

  • Cláudio Bonfim Borges;

  • Jesimiel da Silva Resende;

  • Daniel Pereira de Sousa Santos;

  • Alan Morais Galiza dos Santos;

  • Alex Santos Caetano;

  • Roberto dos Santos Oliveira;

  • Jailson Gomes Oliveira.

O que argumenta o MP?

Segundo a denúncia, Geovane desapareceu em 2 de agosto de 2014 após uma abordagem policial enquanto conduzia uma motocicleta. O MP-BA sustenta que ele foi colocado em uma viatura e levado para outro ponto da cidade, onde teria ocorrido o assassinato. Na acusação, o órgão afirma que os agentes “sequestraram e mataram quem por eles foi eleito para morrer”, além de terem levado o celular e a moto do jovem.

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Dias depois, o corpo foi encontrado no Parque São Bartolomeu, no Subúrbio Ferroviário, cerca de 10 quilômetros distante do local da abordagem. A vítima estava decapitada, carbonizada, com os órgãos genitais retirados e duas tatuagens removidas. 

O Ministério Público aponta ainda que o rapaz permaneceu sob custódia dos agentes, sem possibilidade de reação. Outros quatro policiais chegaram a ser denunciados durante a investigação, mas não viraram réus por falta de indícios de autoria.