Logo

Caso Geovane Mascarenhas: Júri de sete PMs é adiado em Salvador

Sessão é remarcada para 17 de junho após pedido da defesa

Por: Redação

27/04/202618:30Atualizado

Mais de dez anos após a morte do jovem Geovane Mascarenhas de Santana, a Justiça baiana, novamente, alterou o calendário do caso. O julgamento dos sete policiais militares denunciados pelo assassinato do jovem, que seria realizado nesta segunda-feira (27), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, foi transferido para o dia 17 de junho.

Geovane Mascarenhas de Santana
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A mudança ocorreu depois que a defesa requereu acesso a documentos que não estavam inseridos nos autos digitais. Como o processo tramitou fisicamente à época dos fatos, parte do conteúdo precisou ser recuperada. O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) informou que acolheu o pedido para assegurar o direito à plenitude de defesa e evitar eventual anulação futura. A expectativa é de que a sessão do Tribunal do Júri se estenda por três dias.

Leia mais:
PMs acusados de matar e incendiar motociclista vão a júri
Suspeito da morte da jovem Thamiris volta a ser preso

Os acusados respondem por homicídio qualificado, com indicação de motivo torpe e recurso que teria impossibilitado a reação da vítima. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) também atribui aos réus o crime de roubo qualificado. Seis deles ainda são denunciados por ocultação de cadáver.

Policiais que serão julgados:

  • Cláudio Bonfim Borges;

  • Jesimiel da Silva Resende;

  • Daniel Pereira de Sousa Santos;

  • Alan Morais Galiza dos Santos;

  • Alex Santos Caetano;

  • Roberto dos Santos Oliveira;

  • Jailson Gomes Oliveira.

O que diz a acusação

Segundo o MP-BA, Geovane foi abordado por uma guarnição da Polícia Militar em 2 de agosto de 2014, enquanto conduzia sua motocicleta. A denúncia sustenta que ele foi colocado na viatura e levado a outro ponto da cidade, onde teria ocorrido o assassinato.

O corpo foi localizado dias depois no Parque São Bartolomeu, no subúrbio ferroviário da capital baiana, a cerca de 10 quilômetros do local da abordagem. Geovane estava decapitado, carbonizado, com mutilações e tatuagens removidas.

Na denúncia, o Ministério Público afirma que os policiais militares “sequestraram e mataram quem por eles foi eleito para morrer”, além de terem subtraído a motocicleta e o celular. O órgão também aponta que o jovem permaneceu sob custódia dos agentes, sem qualquer possibilidade de reação.

Outros quatro policiais chegaram a ser denunciados no mesmo processo, mas não se tornaram réus por ausência de indícios de autoria.