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Esquema que usava mulheres trans para extorquir pessoas é descoberto em Salvador

Quatro pessoas já foram presas nesta quinta-feira (18)

Por: Redação

18/06/202613:21Atualizado

A Polícia Civil da Bahia (PC-BA) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a Operação Verdadeiro Encontro, que tem como alvo um grupo investigado por atrair vítimas por meio de aplicativos e sites de relacionamento para praticar extorsões em Salvador.

Atuação da equipe policial em Salvador
Foto: Divulgação/ Ascom PCBA

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam perfis em plataformas de encontros para marcar reuniões presenciais com as vítimas. Após a chegada ao local combinado, os homens eram surpreendidos, ameaçados e coagidos a realizar transferências bancárias para obter a própria liberação.

As apurações são conduzidas por equipes da 9ª e da 10ª Delegacias Territoriais, localizadas nos bairros da Boca do Rio e de Pau da Lima. O caso começou a ser investigado após uma das vítimas procurar a polícia e relatar que havia sido atraída para um imóvel na Boca do Rio por meio de anúncios em aplicativos de relacionamento.

Segundo o relato, ao chegar ao endereço, o homem foi abordado por um indivíduo que se apresentou como companheiro da pessoa com quem o encontro havia sido marcado. Sob ameaça, a vítima foi obrigada a entregar bens e valores para deixar o local.

Durante a investigação, a Polícia Civil identificou quatro pessoas que, segundo as apurações, atuavam de forma organizada e com funções previamente definidas. Conforme a polícia, duas mulheres trans, identificadas como Ingrid, que também se passava por Mirely, e Ágatha, também conhecida como Fernanda, seriam responsáveis por estabelecer contato com as vítimas e marcar os encontros.

Outros dois integrantes, chamados de Lídio Galdino da Silva Júnior e Gabriel da Luz dos Santos, ficariam encarregados das abordagens, ameaças e cobranças dos valores exigidos.

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Os investigadores apontam ainda que o mesmo método teria sido utilizado contra outras pessoas. Em alguns casos, as vítimas teriam sido mantidas sob restrição de liberdade e forçadas a realizar transferências bancárias. A polícia também apura o uso de gravações íntimas como forma de intimidação e pressão psicológica para obtenção de vantagens financeiras.

Esquema do grupo

As diligências indicam que o grupo escolhia principalmente homens e turistas como alvos. Para dificultar a identificação dos envolvidos, os encontros eram realizados em casas e apartamentos alugados temporariamente por meio de plataformas digitais, muitas vezes utilizando dados de terceiros.

Mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos nos bairros da Liberdade e de São Cristóvão, em Salvador. A operação é coordenada por unidades do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom).