STF libera cooperação internacional para rastrear patrimônio de Daniel Vorcaro
Polícia Federal quer localizar bens que possam estar ligados às suspeitas de fraude
Por: Redação
29/07/2026 • 14:50 • Atualizado
A investigação da Polícia Federal (PF) sobre supostas fraudes envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master ganhou um novo desdobramento. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que autoridades de outros países auxiliem no rastreamento de bens que possam estar relacionados ao caso. A informação foi publicada inicialmente pelo Valor Econômico.
A medida permite que a PF utilize mecanismos de cooperação jurídica internacional para localizar patrimônios que possam ter sido usados em operações investigadas por suspeita de desvio de recursos do conglomerado financeiro. Entre os ativos procurados está um iate avaliado em R$ 500 milhões, que, segundo a investigação, teria sido negociado por Daniel Vorcaro antes de sua primeira prisão, em novembro de 2025.
Após a autorização do STF, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça, ficará responsável pelo contato com as autoridades estrangeiras.
Como começou a investigação?
O caso passou a ser investigado em novembro de 2025, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero. A apuração busca esclarecer uma suposta emissão irregular de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), modalidade de investimento em que clientes emprestam recursos às instituições financeiras em troca de rendimentos.
Leia mais:
- STF autoriza apuração sobre recursos usados em filme de Bolsonaro
- PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre Banco Master
- PF apura suposto esquema de R$ 2 milhões para atacar o Banco Central
Segundo os investigadores, o Banco Master oferecia taxas de até 40% acima da média do mercado, levantando suspeitas de que parte dos títulos não possuía lastro em ativos reais. Desde então, o Banco Central determinou a liquidação da instituição, Daniel Vorcaro foi preso e empresários e políticos apontados como ligados ao caso também passaram a ser investigados.
Relacionadas
