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Pedro Maia é reconduzido ao comando do MP-BA

Procurador-geral toma posse para o biênio 2026/2028

Por: Redação

24/02/202611:41Atualizado

O procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia, será reconduzido ao cargo na próxima sexta-feira (27), durante sessão solene marcada para as 17h, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador. Ele seguirá à frente do Ministério Público do Estado da Bahia no biênio 2026/2028.

Foto Pedro Maia é reconduzido ao comando do MP-BA
Foto: Divulgação/MPBA

Pedro Maia ocupa a chefia da instituição desde 2024 e terá novo mandato à frente do órgão responsável pela defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos direitos sociais e individuais indisponíveis.

A cerimônia de posse deve reunir autoridades dos três poderes, entre elas o governador Jerônimo Rodrigues (PT), a presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, Cynthia Resende, a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos (PSD), e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil).

Áreas prioritárias

Para o novo mandato, o procurador-geral mantém três eixos considerados estratégicos: segurança pública, sustentabilidade e desenvolvimento humano.

Na área de segurança pública, a atuação institucional tem se concentrado no enfrentamento ao crime organizado, tanto dentro quanto fora do sistema prisional. As ações são conduzidas por grupos especializados, como o Gaeco, o Geosp e o Gaep. O Ministério Público também exerce o controle externo da atividade policial, acompanhando, por exemplo, a implementação de câmeras corporais pela Polícia Militar e contribuindo com o plano estadual de redução da letalidade policial.

Segundo dados da instituição, somente em 2025 foram deflagradas 96 operações voltadas ao combate de esquemas ligados ao tráfico de drogas e armas, corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

No eixo da sustentabilidade, o projeto “Terra Protegida” resultou na formalização de mais de 80 acordos com proprietários rurais. A iniciativa possibilitou a criação de 154 Reservas Particulares de Proteção Natural (RPPNs) e a recuperação de cerca de 9 mil hectares de áreas degradadas. Também foram arrecadados aproximadamente R$ 10 milhões em indenizações por supressão vegetal ilegal, destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Fundamentais (FDDF).

Já no campo do desenvolvimento humano, o projeto “Raízes da Cidadania” reúne ações nas áreas de saúde, educação, direitos humanos, defesa do consumidor e proteção à infância e adolescência. Desde novembro de 2024, a iniciativa percorreu 26 municípios baianos com baixos indicadores sociais, promovendo inspeções em escolas, unidades de saúde, conselhos tutelares e instituições de acolhimento.

A recondução marca a continuidade das diretrizes adotadas na atual gestão, com a promessa de aprofundar políticas institucionais voltadas à proteção de direitos e ao fortalecimento do Ministério Público no estado.