MPBA amplia plantão no Carnaval 2026 e reforça presença nos circuitos
Promotores destacam apoio a ambulantes, prevenção de riscos e integração entre órgãos
Por: Domynique Fonseca
27/01/2026 • 12:47 • Atualizado
O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) vai ampliar sua atuação durante o Carnaval 2026, com reforço no número de promotores de Justiça, ampliação dos pontos de atendimento e presença direta nos principais circuitos da folia em Salvador. O plano de atuação e a campanha do Plantão do Carnaval foram detalhados nesta terça-feira (27), durante entrevista no programa Portal Esfera no Rádio, da Itapoan FM (97,5), apresentado por Luis Ganem.
Os entrevistados foram os promotores de Justiça Artur Ferrari e Audo Rodrigues, responsáveis pela coordenação da atuação do MPBA durante o período carnavalesco. O plantão oficial ocorrerá entre os dias 12 e 18 de fevereiro, com funcionamento especial ao longo de toda a festa.
Segundo Artur Ferrari, o Ministério Público contará diariamente com dez promotores de Justiça atuando das 8h às 20h, além de três promotores no turno da noite, das 20h às 8h.
“É uma atuação que o MP da Bahia já realiza há alguns anos e que vem sendo exitosa. A cada Carnaval, a gente amplia um pouco mais a prestação de serviço”, afirmou.
Uma das principais novidades para 2026 é a ampliação dos pontos de atendimento ao público. Além da sede histórica do MPBA, na Avenida Joana Angélica, em Nazaré, a instituição terá estandes fixos nos circuitos Barra-Ondina e Campo Grande.
“Além da nossa base em Nazaré, vamos estar presentes diretamente nos circuitos, o que representa um incremento importante no atendimento à população”, destacou.
Articulação e papel preventivo
Durante a entrevista, o promotor Audo Rodrigues ressaltou que o Ministério Público não é responsável pela organização da festa, mas exerce papel fundamental na articulação entre os diversos órgãos envolvidos no Carnaval.
“Muitas vezes as secretarias não se conversam, e o Ministério Público entra exatamente para fazer essa interlocução, sentar todo mundo à mesa e distribuir responsabilidades”, explicou.
Pedro Henrique/ Portal Esfera
Ele destacou a atuação integrada com a Polícia Militar, órgãos de segurança pública, saúde e fiscalização urbana, sempre com foco na prevenção.
“Talvez a maior responsabilidade do Ministério Público seja criar os freios necessários para evitar que problemas maiores aconteçam”, disse.
Combate a materiais proibidos e orientação a ambulantes
Outro ponto de atenção citado pelos promotores foi o combate ao uso de garrafas de vidro e materiais perfurocortantes nos circuitos e festas populares. Audo Rodrigues lembrou que, durante a Lavagem do Bonfim, foram apreendidas cerca de 2.800 unidades desse tipo de material em apenas um dia.
“Esse número é quase o total do que foi apreendido em todo o Carnaval de 2025. Imagine como seria a festa se não houvesse atuação preventiva”, alertou.
O promotor reforçou que o MPBA tem atuado também junto aos ambulantes, inclusive participando de capacitações obrigatórias promovidas pelo município.
“Nós estamos ao lado do ambulante, do folião, de todos. O Ministério Público não está aqui para prejudicar ninguém, mas para garantir que as regras sejam cumpridas e evitar tragédias”, afirmou.
Proteção social e fiscalização
As ações do MPBA durante o Carnaval também envolvem a proteção de crianças e adolescentes, com medidas imediatas em casos de situação de risco, além de fiscalização na área da saúde pública, inspeções técnicas e acompanhamento de serviços essenciais.
Pedro Henrique/ Portal Esfera
Artur Ferrari destacou ainda o trabalho preventivo em estruturas como a passarela dos ambulantes, que passa por vistorias periódicas.
“Esse é um trabalho de diálogo com o Corpo de Bombeiros, o município e outros órgãos técnicos. O objetivo é garantir que a estrutura seja segura para quem trabalha no Carnaval”, explicou.
Segundo os promotores, grande parte dessas ações começa meses antes da festa e segue ao longo do ano, culminando em uma atuação integrada durante o período carnavalesco.
“Quando nada acontece, ninguém lembra, mas é justamente porque houve muito trabalho antes para evitar o pior”, concluiu Audo Rodrigues.
Relacionadas
