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Moraes diz que prints atribuídos a conversa com Vorcaro não foram enviados a ele

STF afirma que prints encontrados no celular do banqueiro estavam ligados a outros contatos

Por: Agência Brasil|Redação

07/03/202613:30Atualizado

A divulgação de supostas mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, levou a Corte a se manifestar nesta sexta-feira (6). Segundo a Secretaria de Comunicação do órgão, as conversas divulgadas não foram direcionadas ao magistrado.

Ação de Alexandre de Moraes
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Os prints vieram à tona após reportagem do jornal O Globo, que teve acesso a mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro. O empresário foi preso pela primeira vez em 17 de novembro do ano passado durante a Operação Compliance Zero, investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) sobre suspeitas de fraudes envolvendo o Master.

O que diz o STF

“No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, diz o comunicado divulgado pela Corte.

A nota acrescenta que os destinatários das mensagens não terão os nomes divulgados por causa do sigilo das investigações. “A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”.

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Também na sexta, Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima. A decisão foi autorizada pelo também ministro do STF e  relator da investigação da Operação Compliance Zero, André Mendonça, após pedido da PF, que avalia risco de interferência do banqueiro no andamento das apurações.

Ainda na determinação, Mendonça também autorizou a abertura de um inquérito para investigar o vazamento de dados sigilosos — bancários, fiscais e telemáticos — do empresário.