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Vazamento de supostas mensagens íntimas de Vorcaro vira caso de Justiça

Advogados do banqueiro solicitaram ao STF uma apuração sobre o caso

Por: Redação

06/03/202615:48Atualizado

Depois da prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nesta semana mensagens de teor sexual atribuídas a ele e à ex-namorada Martha Graeff viralizaram nas redes sociais. O material, obtido pela Polícia Federal (PF) em um celular do banqueiro, acabou entre os assuntos mais comentados na X (antigo Twitter) nesta sexta-feira (6).

Foto Vazamento de supostas mensagens íntimas de Vorcaro vira caso de Justiça
Foto: Divulgação/Esfera Brasil

O conteúdo integra as investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e reúne 1.514 páginas de conversas do casal entre outubro de 2024 e agosto de 2025.

“São tantos rolês e tantas chupadas”, escreveu Martha. Daniel concordou e disse que “nem começaram” os acontecimentos sexuais, afirmando que ainda teriam “mais 60 anos” para continuar as aventuras íntimas. Em outra mensagem, o empresário ainda acrescentou: “a peleleca vai estar com cabelo branco e eu chupando”.

Veja:

 

Defesa pede apuração 

Após a circulação do conteúdo, a defesa de Daniel pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que fosse aberta uma apuração sobre o caso. Segundo os advogados, as conversas estão sendo divulgadas para diversos veículos, “talvez editadas e tiradas de contexto”. Eles afirmam que nem sequer tiveram acesso completo ao material publicado na imprensa.

Além das mensagens íntimas, o pedido da defesa também inclui supostos diálogos do empresário com parlamentares, políticos e autoridades do Judiciário, incluindo o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Prints de trocas atribuídas ao banqueiro e ao magistrado foram publicados pelo jornal O Globo nesta sexta.

Ao veículo, o jurista negou a veracidade do conteúdo: “O ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”, afirmou em comunicado oficial.

Ainda conforme os advogados de Vorcaro, o objetivo da apuração não é investigar os jornalistas que receberam as informações, mas “averiguar a responsabilidade de quem tinha o dever legal de custodiar o material”, que ainda se encontra sob sigilo judicial.