Mensagens de Vorcaro não passaram por Toffoli, diz magistrado
Ex-relator esclarece detalhe durante condução de inquérito do Banco Master
Por: Agência Brasil|Redação
06/03/2026 • 18:26 • Atualizado
Mesmo como ex-relator do inquérito sobre fraudes no Banco Master, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que não teve acesso às quebras de sigilo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro enquanto conduzia o processo. Segundo seu gabinete, os dados só chegaram à Corte depois que André Mendonça assumiu a relatoria, em 12 de fevereiro.
Toffoli aproveitou para esclarecer críticas sobre possíveis prejuízos à investigação e reforçou que todas as medidas cautelares solicitadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) foram autorizadas antes da mudança de relatoria. Ele destacou que as apurações seguiram normalmente, sem interrupções ou pedidos de nulidade deferidos.
A troca de relatoria ocorreu após a PF informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que o ex-relator aparecia em mensagens apreendidas no aparelho de Vorcaro. O celular foi recolhido na primeira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um rombo bilionário no banco e prejuízo estimado de R$47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos.
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Na última quarta-feira (4), Vorcaro voltou a ser preso durante a terceira fase da operação. Desta vez, a decisão se baseou em mensagens que indicam ameaças a jornalistas e a pessoas que teriam contrariado seus interesses. O banqueiro já havia sido alvo de prisão no ano passado, mas conseguiu liberdade provisória com tornozeleira eletrônica.
Decisão sobre prisão
Agora, a Segunda Turma do STF deve decidir na próxima sexta-feira (13) se mantém a prisão determinada por Mendonça. Além de Toffoli, o colegiado inclui Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques e o próprio André Mendonça, mas ainda não há confirmação sobre a participação do ex-relator no julgamento.
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