Justiça nega pedido de Vorcaro para enviar operação ao STF
Juízes afirmam não ver conexão com autoridades e negam suspeitas sobre o banqueiro
Por: Redação
10/01/2026 • 17:18
A Justiça de São Paulo rejeitou pedidos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para que partes das investigações das operações Carbono Oculto e Quasar fossem remetidas ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). As decisões foram tomadas em 19 de dezembro e os inquéritos seguem sob sigilo.
As duas operações, conduzidas pela Polícia Federal, apuram crimes financeiros, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas, envolvendo gestoras da Faria Lima, o setor de combustíveis e o PCC. A Carbono Oculto tramita na esfera estadual e a Quasar na Justiça Federal em São Paulo.
Juízes de primeira instância entenderam que não há indícios de participação de Vorcaro ou do Master nos esquemas investigados e que não há menção a autoridades com foro privilegiado que justificasse o envio dos autos ao STF. Para o magistrado da 7ª Vara Federal, os diálogos em que o banco é citado configuram “encontro fortuito” de provas, não justificando a remessa.
A defesa citou decisão de Toffoli em outro caso para embasar o pedido, mas não comentou o desfecho. Vorcaro permanece em liberdade, com tornozeleira eletrônica e outras restrições.
Paralelamente, suspeitas envolvendo operações bilionárias com títulos antigos do extinto Banco de Santa Catarina (Besc) e fundos ligados ao Master seguem sob análise do Banco Central e do STF. Segundo a PF, as movimentações podem ter sido usadas para blindagem patrimonial e lavagem de dinheiro por organizações criminosas.
A defesa de Vorcaro afirmou em nota que não solicitou o envio das operações ao STF, mas apenas a verificação de notícias que associavam indevidamente o banqueiro aos casos. Os advogados ressaltaram que as decisões judiciais confirmaram a ausência de ligação entre Vorcaro, o Master e as três operações mencionadas.
Relacionadas
