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Justiça condena responsável por lar interditado após maus-tratos em Salvador

Gestora recebeu pena de mais de cinco anos por abusos contra idosos e pessoas com deficiência

Por: Redação

14/05/202611:06

A justiça condenou Luzania Silva Oliveira a cinco anos, um mês e 15 dias de prisão por crimes cometidos contra moradores do Lar Sagrada Família, instituição fechada após operação do Ministério Público do Estado da Bahia. A sentença reconhece crimes de omissão de assistência, exposição a perigo e maus-tratos. 

Foto Justiça condena responsável por lar interditado após maus-tratos em Salvador
Foto: Reprodução / MPBA

A condenação foi resultado de denúncia apresentada pela promotora Ana Rita Cerqueira Nascimento. Segundo o processo, a gestora manteve moradores em situação degradante entre agosto de 2024 e outubro de 2025, período em que o local funcionava como instituição de longa permanência para idosos em Alto de Coutos. 

Investigações apontaram que 19 pessoas viviam no imóvel, incluindo oito idosos e 11 adultos com menos de 60 anos, parte deles com deficiência. O grupo era submetido à falta de alimentação adequada, ausência de higiene e negligência em cuidados básicos de saúde, o que teria provocado lesões e agravamento no quadro de vulnerabilidade. 

 

Operação contou com participação da Vigilância Sanitária

 

Durante a operação que interditou o lar, equipes do MPBA, da Vigilância Sanitária e das polícias encontraram quartos em condições precárias, colchões sujos de urina e fezes., escassez de alimentos, medicamentos vencidos e número insuficiente de funcionários para atender os acolhidos. 

 

Cartões e benefícios eram confiscados 

 

Outro ponto destacado na apuração foi a retenção de cartões bancários e benefícios previdenciários dos moradores. Conforme a denúncia, a gestora se apropriava dos valores recebidos pelas vítimas, o que ampliava a exploração financeira dentro do Lar. 

Presa em flagrante no dia da fiscalização, em outubro de 2025, Luzania permaneceu custodiada durante toda a instrução criminal e seguirá à disposição da Justiça após a condenação.