Justiça arquiva investigação sobre morte do cão Orelha
MP concluiu que adolescentes não estavam com o animal no horário apontado
Por: Redação
15/05/2026 • 17:23
A investigação sobre a morte do cão comunitário conhecido como Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, foi arquivada pela Justiça de Santa Catarina na quinta-feira (14). A decisão atendeu a pedido do Ministério Público do Estado (MPSC), que concluiu não haver elementos que sustentem a acusação de maus-tratos atribuída a adolescentes.
A reconstituição dos fatos incluiu a revisão de sistemas de monitoramento da região. Segundo o MPSC, foi identificado um desajuste de cerca de 30 minutos entre câmeras diferentes. Após a correção do horário, o órgão afirmou que o adolescente investigado e o cão Orelha não estiveram juntos no intervalo apontado como momento da suposta agressão.
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O laudo produzido depois da exumação do corpo também foi considerado determinante. A perícia constatou osteomielite grave e crônica na parte esquerda da mandíbula, infecção que atinge o osso, e não identificou fraturas ou marcas compatíveis com violência. Para o Ministério Público, o estado de saúde do animal explica o desfecho do caso, já que ele foi submetido à eutanásia.
Como o caso começou
O episódio veio à tona no início de janeiro de 2026, quando Orelha, que vivia na região havia cerca de dez anos, apareceu com inchaço no rosto e em condição debilitada. A Polícia Civil de Santa Catarina ouviu mais de 20 pessoas, cumpriu mandados de busca para apreensão de celulares e computadores e chegou a solicitar a internação de um dos jovens.
Além disso, três familiares dos adolescentes também foram indiciados por coação, sob acusação de ameaçar o porteiro responsável pela denúncia.
