Logo

Moraes vota para tornar réus três policiais no caso Marielle

Julgamento segue no plenário virtual da Primeira Turma do STF

Por: Redação

15/05/202614:59Atualizado

O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a analisar nesta sexta-feira (15) um desdobramento das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro.

 Alexandre de Moraes
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes se posicionou a favor de receber a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra três policiais: Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto. Com isso, eles podem passar à condição de réus.

A PGR sustenta que os investigados teriam atuado para atrapalhar o avanço das apurações do caso. No entendimento do órgão, houve tentativa de interferência no andamento das investigações e de dificultar o esclarecimento dos fatos.

Leia mais:
Moraes autoriza transferência de condenados no caso Marielle para RJ
Anielle Franco se pronuncia após STF condenar mandantes da morte de Marielle
Irmãos Brazão são condenados a 76 anos por mortes de Marielle e Anderson

No voto apresentado, Moraes defende que os acusados respondam por associação criminosa armada e por obstrução de investigação relacionada à organização criminosa. O julgamento permanece aberto até o dia 22 de maio e durante esse período, os demais integrantes da Primeira Turma ainda vão se manifestar, o que definirá se a denúncia será aceita de forma definitiva.

Desdobramentos anteriores 

O processo envolvendo o assassinato de Marielle e Anderson já teve outras decisões no Supremo nos últimos meses. Em fevereiro, a Primeira Turma do STF condenou os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão a 76 anos e três meses de prisão. Eles foram apontados como mandantes do crime.

Na mesma decisão, o colegiado estabeleceu o pagamento de R$7 milhões de indenização às famílias dos falecidos. Já Rivaldo Barbosa, um dos nomes incluídos na nova fase do julgamento, havia recebido anteriormente condenação a 18 anos de prisão por corrupção passiva e obstrução de Justiça, em outro desdobramento relacionado às investigações.