Entenda como vai funcionar a prisão domiciliar de Bolsonaro
Ex-presidente terá rotina controlada e comunicação proibida
Por: Redação
24/03/2026 • 18:47 • Atualizado
O ex-presidente Jair Bolsonaro passará a cumprir prisão domiciliar após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A mudança, autorizada nesta terça-feira (24), tem caráter temporário e foi concedida por razões humanitárias, diante de um quadro de broncopneumonia que exige acompanhamento constante.
A decisão prevê que a situação será reavaliada ao fim do período estabelecido, quando o STF deverá analisar se há necessidade de manter o ex-presidente no regime domiciliar ou retomar o cumprimento da pena em regime fechado.
Entre as determinações impostas pela Justiça, estão:
-
Uso de tornozeleira eletrônica: monitoramento em tempo real pelo Centro Integrado de Monitoramento, com instalação imediata como شرط para início da domiciliar;
-
Incomunicabilidade: proibição do uso de celulares, telefones ou qualquer meio de comunicação externa, incluindo redes sociais e gravações de vídeos e áudios;
-
Relatórios médicos semanais: envio ao STF, a cada sete dias, de atualizações detalhadas sobre o estado de saúde e evolução do tratamento;
-
Manifestações: vedação de acampamentos, protestos ou aglomerações em um raio de 1 km da residência;
-
Segurança pessoal: autorização para atuação de seguranças, com envio ao STF, em até 24 horas, da lista com dados dos agentes;
-
Restrição de deslocamento: permanência obrigatória em casa, com saídas apenas para emergências médicas ou consultas previamente autorizadas.
A decisão também estabelece que o descumprimento de qualquer uma dessas regras pode levar ao cancelamento imediato da prisão domiciliar e ao retorno ao regime anterior.
Leia mais:
Defesa e familiares reagem à prisão domiciliar de Bolsonaro
Apesar de tratamento contínuo, Bolsonaro segue sem previsão de alta
Moraes autoriza prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia se posicionado favoravelmente à medida. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o estado de saúde do ex-presidente demanda vigilância constante, o que pode ser melhor garantido no “ambiente familiar”.
