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Defesa de Vorcaro tenta frear liquidação do Banco Master

Solicitação inclui inspeção de procedimentos internos do Banco Central

Por: Redação

30/03/202618:46Atualizado

O Banco Master, que está em processo de liquidação desde novembro de 2025, aplicou uma nova tentativa de reverter a decisão do Banco Central. Advogados do empresário Daniel Vorcaro recorreram ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que a venda da instituição ao Grupo Fictor seja analisada e, possivelmente, interrompa o processo de liquidação.

Defesa de Vorcaro tenta frear liquidação do Banco Master
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A movimentação acontece depois que o BC rejeitou, em setembro do ano passado, a venda do Master ao Banco de Brasília (BRB). Desde então, a defesa argumenta que a negociação com o Grupo Fictor poderia ter evitado a liquidação e que a decisão do Banco Central precisa ser revista. As informações são do portal Metrópoles.

Os advogados, que representam Vorcaro enquanto ele cumpre prisão em Brasília, pedem que o TCU investigue as “razões” que levaram à liquidação e revisite atos do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Para a defesa, a operação de venda ao Grupo Fictor configuraria uma “causa autônoma” capaz de suspender os efeitos da liquidação extrajudicial.

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Além da revisão da decisão, os representantes de Vorcaro pediram uma inspeção nos procedimentos internos do Banco Central e tentaram impedir que ativos do Master fossem movimentados antes da conclusão do processo no TCU. A intenção, segundo eles, é evitar que bens do banco sejam “arruinados” durante o processo.

Parecer técnico

Em fevereiro de 2026, um relatório do TCU indicou que pedidos semelhantes já haviam sido apresentados em outro processo, e que o caso poderia ser analisado “no momento oportuno”.

Antes disso, em dezembro de 2025, a auditoria especializada recomendou rejeitar os pleitos da defesa, argumentando que extrapolavam o escopo original definido pelo Ministério Público junto ao tribunal.

Mesmo com as tentativas da defesa de frear a liquidação, a área técnica do TCU reforçou que o responsável pelo processo no Banco Central deve limitar suas ações às medidas necessárias para manter a estrutura do banco, incluindo o pagamento de pessoal.