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CPI inclui Vorcaro em relatório com suspeitas de tráfico humano e sexual

Conclusões se baseiam em dados obtidos de armazenamentos

Por: Redação

14/04/202615:50Atualizado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado concluiu que há indícios de exploração sexual e um possível tráfico internacional de pessoas relacionados a eventos promovidos pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O relatório final foi apresentado nesta terça-feira (14) pelo senador Alessandro Vieira e ainda será analisado pelos integrantes do colegiado.

Daniel Vorcaro
Foto: Reprodução/Instagram @danielvorcarobr

As conclusões se baseiam, entre outros elementos, em dados extraídos do celular do empresário em apurações extraídas da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que também investigou fatos relacionados ao caso.  De acordo com o documento, foram acessados cerca de 400 gigabytes de arquivos, incluindo vídeos de teor íntimo, mensagens, imagens de passaportes de mulheres estrangeiras e registros de festas privadas realizadas em Brasília e em Trancoso, na Bahia.

O relatório menciona ainda conversas atribuídas a Vorcaro com a sua, à época, noiva, Martha Graeff. Em um dos trechos destacados, consta: “O próprio Vorcaro admitiu, em mensagens trocadas com sua então noiva Martha Graeff, que as festas faziam parte de seu ‘business’ e que teria organizado cerca de 300 eventos desse tipo”. 

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Em outro ponto, o texto afirma: “Há, portanto, indícios de crimes relacionados a tráfico internacional de pessoas e exploração sexual, especialmente considerando as condições de recrutamento, transporte e hospedagem das mulheres envolvidas.”

Críticas à atuação institucional

Além de apontar possíveis crimes, o relatório pede o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, e atribui possível omissão ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, conforme noticiou o portal Metrópoles.

O senador Alessandro Vieira ainda afirma, no documento, que a comissão enfrentou “flagrante limitação de recursos” e “enormes barreiras políticas e institucionais levantadas na medida em que as informações sobre fatos relacionados a figuras imponentes da República” passaram a ser investigadas.