Polícia Federal retoma tratativas de delação com ex-banqueiro Daniel Vorcaro
Proposta anterior foi rejeitada após análise de materiais apreendidos pela PF
Por: Redação
28/05/2026 • 14:41
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro voltou a ser citado em um novo movimento da Polícia Federal (PF), que decidiu reabrir a possibilidade de negociação para um novo acordo de delação premiada. A corporação havia encerrado a primeira tentativa de tratativas após avaliar que a proposta apresentada pela defesa não atendia aos critérios esperados pelos investigadores.
A manifestação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de petição enviada ao gabinete do ministro André Mendonça. No documento, a PF afirma que pode retomar as conversas caso haja interesse da defesa, mas ressalta que todo o processo precisará ser reiniciado, incluindo novo termo de confidencialidade e apresentação de proposta inédita.
Na fase anterior, a tentativa de acordo não avançou após análise dos investigadores. Segundo a avaliação interna, o conteúdo entregue não trazia elementos considerados suficientes diante do conjunto de provas já reunidas ao longo da investigação, que inclui materiais extraídos de aparelhos eletrônicos apreendidos.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) também segue acompanhando o caso e mantém diálogo com a defesa, apesar de ter apontado inconsistências nos primeiros anexos apresentados. Segundo as informações do portal O Globo, há expectativa de que o tema volte a ser discutido em reunião com o gabinete do ministro nos próximos dias.
Apuração pode exigir novos elementos
O material reunido pela Polícia Federal já soma cerca de oito mil arquivos extraídos de nove celulares ligados ao ex-banqueiro. As informações são usadas como base de comparação para avaliar eventual colaboração, que precisa trazer dados novos ou detalhar pontos ainda não esclarecidos para avançar nas negociações.
Vorcaro é investigado por suspeita de participação em uma organização criminosa ligada a fraudes financeiras e intimidações. Mesmo que haja avanço nas tratativas, qualquer acordo de delação depende de validação do STF após análise da PF e da PGR.
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