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Condenados integrantes de esquema de tráfico internacional no Porto de Salvador

Grupo utilizava contêineres de empresas regulares para enviar drogas à Europa, segundo o MPF

Por: Redação

25/06/202608:30

Seis pessoas foram condenadas pela Justiça Federal por envolvimento em um esquema de tráfico internacional de drogas que operava no Porto de Salvador. As penas, que variam entre 12 anos e 3 meses e 20 anos, 8 meses e 7 dias de prisão, foram divulgadas pelo Ministério Público Federal (MPF) na quarta-feira (24).

Foto Condenados integrantes de esquema de tráfico internacional no Porto de Salvador
Foto: Reprodução/TV Bahia

De acordo com o MPF, os condenados integravam uma organização criminosa investigada durante a Operação Descontaminação, conduzida pela Polícia Federal. A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) à 2ª Vara Federal.

Segundo as investigações, o grupo utilizava o método conhecido como “rip-on/rip-off”, prática que consiste em inserir drogas em contêineres de exportadores regulares sem o conhecimento dos proprietários da carga. O objetivo era enviar entorpecentes, principalmente cocaína, para países europeus, entre eles Holanda, Bélgica e Espanha.

As apurações apontam que a organização mantinha uma estrutura articulada, com divisão de funções e apoio logístico. Entre os recursos utilizados estavam informações privilegiadas sobre embarques, acesso ao terminal portuário, veículos clonados e lacres falsificados.

Ainda conforme o MPF, integrantes do grupo teriam contado com a colaboração de pessoas ligadas às operações do porto para identificar contêineres posicionados em áreas com menor monitoramento por câmeras de segurança. A investigação também aponta o uso de veículos caracterizados como prestadores de serviço para facilitar a entrada no terminal.

Outro mecanismo identificado pelas autoridades envolvia a criação de falsas demandas de manutenção em contêineres refrigerados. A estratégia permitia que os criminosos permanecessem por mais tempo nas áreas operacionais sem levantar suspeitas.

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Após a inserção da droga nas cargas, os lacres originais dos contêineres eram substituídos por réplicas produzidas para reproduzir a mesma numeração, dificultando a identificação da violação durante o transporte.

Os seis réus foram condenados pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e falsificação de documento público. Além das penas de prisão em regime fechado, a Justiça determinou o pagamento de multas.

A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.