Camarote ligado a influenciador digital é suspenso no circuito Barra-Ondina
Espaço era utilizado para lavar dinheiro das rifas ilegais, aponta a Polícia Civil
Por: Jaísa de Almeida
11/02/2026 • 15:24 • Atualizado
Uma ação da Polícia Civil da Bahia (PC-BA) atingiu a estrutura do Carnaval de Salvador às vésperas da folia. Deflagrada nesta quarta-feira (11), a Operação Falsas Promessas 3 determinou a suspensão das atividades de um camarote instalado no circuito Barra-Ondina, um dos trechos mais movimentados da festa.
Conforme apuração do Portal Esfera, o influenciador digital e empresário Diogo Santos de Almeida, conhecido como "Diogo 305", aparece entre os alvos da investigação que analisa a atuação de uma organização suspeita de lavagem de dinheiro.
Em publicações nas redes sociais, o criador de conteúdo constantemente divulga rifas virtuais, além de ostentar bens de alto valor, como veículos, viagens e bebidas.
Veja:
As decisões judiciais autorizaram o bloqueio de cerca de R$ 230 milhões e levaram à apreensão de uma aeronave avaliada em mais de R$ 10 milhões. Conforme o inquérito, há indícios de que o camarote 305, do qual o empresário é dono, teria sido utilizado para ocultar e dissimular recursos obtidos por meio da exploração ilegal das rifas na internet, o que motivou a interrupção imediata do funcionamento do espaço.
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Segundo o diretor do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), delegado Fábio Lordello, “O grupo operava um esquema estruturado de lavagem de capitais por meio de empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e pessoas interpostas, movimentando valores incompatíveis com atividades lícitas declaradas. As conexões financeiras do esquema seguem sob aprofundamento investigativo”.
Assista aos vídeos:
Além de Salvador, mandados de busca e apreensão atingem 13 investigados em Feira de Santana, Camaçari, São Bernardo do Campo e São Paulo. A medida busca recolher dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais considerados relevantes para a produção de provas. Uma aeronave apreendida durante a operação também aparece como possível instrumento para facilitar deslocamentos e ocultação patrimonial dos envolvidos.
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Foto: Tony Silva e FIlipe Conceição/ASCOM PCBA
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