Baiana recebe 14 anos de prisão por envolvimento nos atos contra o STF
Débora se arrepende em carta e cumpre prisão domiciliar após decisão de Moraes
Por: Redação
16/09/2025 • 11:03 • Atualizado
Débora Rodrigues dos Santos, 39 anos, natural de Irecê (BA) e residente em Paulínia (SP), foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos do dia 8 de janeiro de 2023, que tiveram como um dos alvos a sede do Supremo Tribunal Federal (STF). A cabeleireira ganhou repercussão nacional após escrever a frase “perdeu, mané” na estátua do STF durante os eventos.
Desde março do ano passado, Débora cumpria prisão preventiva e passou dois anos em presídio comum. Em março deste ano, após pedido da defesa, foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes a cumprir prisão domiciliar, considerando que é mãe de dois filhos, de 8 e 11 anos, e precisa estar em casa. Ela deixou o Centro de Ressocialização Feminino de Rio Claro imediatamente após a decisão.
Reprodução/STF
Foto: Reprodução/STF
Além do crime de deterioração de patrimônio público, a cabeleireira responde por outros quatro delitos: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e associação criminosa armada, cujas penas somadas resultam em mais de 12 anos de reclusão e pagamento de multas. A condenação inclui ainda indenização coletiva de R$ 30 milhões.
A defesa de Débora destacou que ela se arrepende dos atos. Em carta enviada ao ministro Moraes, a ré afirmou sentir vergonha e reconheceu as “consequências irreparáveis” de sua participação. Ela afirmou que acreditava em uma manifestação pacífica e que não compactuou com atos violentos ou ilegais.
O processo está temporariamente suspenso para que o ministro Luiz Fux analise o caso, podendo apresentar divergência em relação à decisão de Moraes. A condenação tem gerado críticas da oposição, que considera a pena excessiva.
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